Banner educação

 
 
   Categorias
  ATLETISMO
  Banco do Brasil
  Brasil
  Cartas do Leitor
  Educação
  Ego Famosos
  ENTREVISTAS
  Esporte
  Eventos
  Falando Sério
  Familias
  Foz do Iguaçu
  Geral
  Itaipu Binacional
  Lindeiros
  Moda
  Mundo
  Oeste
  Opinião do Leitor
  Policiais
  Politica
  Santa Terezinha de Itaipu
  São Miguel do Iguaçu
  SICOOB
  SINSMI
  Sociais
  Virtudes e valores
 
     
   Colunistas
Bruno Peron
Cultura
Inácio Dantas
João Maria
Miss Paraná
 
   
 
   Previsão
 
 

 
 
 
Envie por email
 
Fundo para a integração cultural no Mercosul
  Data/Hora: 15.jul.2012 - 12h 25 - Colunista: Bruno Peron  
 
 
clique para ampliar

Bruno Perón - O Conselho do Mercado Comum - órgão deliberativo do Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) - criou o Fundo MERCOSUL Cultural (MERCOSUL/CMC/DEC. N° 38/10) em dezembro de 2010. O Fundo visa a financiar projetos culturais de instituições não-governamentais que facilitem a integração de ou somente o país de onde se os propõe ou um conjunto de países pertencentes ao bloco.

O Fundo terá valor inicial de US$ 1 milhão e cada país membro contribuirá proporcionalmente de acordo com seu Produto Interno Bruto (PIB). Assim, o documento que instituiu o Fundo estima que os países aportarão recursos financeiros, a princípio, nas proporções de: Argentina (27%), Brasil (70%), Paraguai (1%) e Uruguai (2%) (http://www.mercosur.int/innovaportal/file/2810/1/DEC_38-10_PT_FUNDO%20MERCOSUL%20CULTURAL.pdf). As Reuniões de Ministros de Cultura definem as variações das contribuições e outros aspectos do Fundo. A última Reunião foi a 34ª e ocorreu em Buenos Aires em junho de 2012 e a penúltima ocorreu em novembro de 2011 em Montevideu. As negociações para a realização do Fundo, no entanto, não contavam com a suspensão temporária do Paraguai do MERCOSUL devido à sua democracia fajuta e a admissão pronta da Venezuela ao bloco. Este será um dos temas principais da próxima reunião entre os Ministros de Cultura pelo MERCOSUL.

O Brasil substitui a Argentina na presidência temporária do Mercosul Cultural - instituição criada em dedicação à cultura dentro do bloco - nos próximos seis meses (julho a dezembro de 2012). Um dos objetivos da gestão brasileira, nesta ocasião, é efetivar a implantação do Fundo. Vale recordar que o Fundo foi proposto enquanto o Brasil também estava na presidência desta instituição em 2010.

No entendimento de Vítor Ortiz - secretário executivo do Ministério da Cultura (MinC) no Brasil -, o objetivo do Fundo é financiar propostas que visem à integração cultural de seus países. Pergunta que remanesce sem resposta é sobre que integraremos primeiro por meio dos recursos deste Fundo: a cultura ou a indústria? As categorias seguintes costumam ser recordadas quando gestores se referem à integração cultural: artesanato, cinema, dança, literatura, museu, música, teatro, etc. O MERCOSUL começou como um acordo econômico e seu objetivo final é formar um Mercado Comum de união aduaneira.

A reivindicação de recursos financeiros para a cultura é a luta mais recente das instituições especializadas, que são jovens. O argumento que frequentemente usam para que o dinheiro apareça é o dos benefícios para as indústrias culturais, embora estas representem o caminho ortodoxo de constrição dos usos da cultura. Teríamos, então, um Fundo que garante o funcionamento da economia criativa e, se houver matizes, algo mais que as políticas de cultura poderiam fomentar entre os quatro países do bloco.

As discussões em torno do Fundo realizam-se no momento em que se propõe o estreitamento do vínculo entre cultura e sustentabilidade, e reflexões em torno do patrimônio cultural, a economia criativa (onde a cultura entra no circuito industrial), e a diversidade cultural. Os elementos de economia, patrimônio e diversidade são os carros-chefe de quase toda política cultural de governo. Esperamos pelo Fundo uma troca de experiências entre os quatro países no que se refere às convergências e divergências de suas concepções de cultura. A integração passa necessariamente por estas modulações na América do Sul.

Ainda, o aporte desigual de recursos para o Fundo implica que os quatro países comprometem-se reciprocamente a que uns tenham retornos mais vantajosos que outros de acordo com a aprovação dos projetos. Um país que está em melhores condições que outro num tema determinado, por exemplo cinema, tende a fomentar o desenvolvimento das capacidades daquele que não está, mas que poderá, em contrapartida, contribuir com a experiência de seu artesanato ou sua dança. A equidade na repartição dos recursos do Fundo dependerá da qualidade, proveniência e tema dos projetos.

Um comentário que não quero postergar é o de que a organização burocrática do Estado brasileiro ilude a aplicação de propostas alternativas ao deixar ao próximo governante a situação previamente desenhada devido à morosidade no processo de formulação, proposição, aprovação e aplicação das leis. Portanto, as políticas governamentais dificilmente sofrem mudanças consideráveis onde as deliberações tomam muito tempo para materializar-se na sociedade. O âmbito da cultura não foge deste diagnóstico.

A semântica da cultura deve ser reelaborada para que ela não se confunda, ainda que se trate de projetos com as melhores das intenções, com a mera troca de objetos artísticos nas fronteiras entre estes países após a efetivação do Fundo. Estas são expressões tangíveis da cultura. A intangibilidade da cultura é o que nos desperta atenção como cultivo da cidadania. A cultura, por fim, é fundamental no processo de integração dos nossos povos e não só no êxito de suas instituições econômicas ou economias criativas.



http://www.brunoperon.com.br

 
 

 

 

 
 
Deixe seu comentário!
 
 
 
Rose Bueno Acessórios
Banner Notre Dame
Banner Einstein
Banner Mirante
Calendário eleitoral
Bassani
banner vende apartamento II
Banner Lei Lucas
Banner emprego
Banner conar