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Paixão pelas ciências leva até a casamento binacional
  Data/Hora: 7.mar.2018 - 16h 28 - Categoria: Geral  
 
 
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Sandra e Paulo se conheceram na FIciencias, promovida pelo PTI, em 2016, e casaram-se no final de fevereiro deste ano
 
 
Fotos: Arquivo pessoal - Nem o idioma nem a distância foram obstáculos para a união de Sandra Lely Martinez Panigua, 19 anos, que morava em Salto del Guairá, no Paraguai, e Paulo Henrique Sissa, 18, de Cascavel. A paixão pela ciência foi o que aproximou o casal, em 2016, durante a Feira de Inovação das Ciências e Engenharias (FIciencias). O projeto de Paulo foi um dos premiados no evento, mas ele faz questão de ressaltar que a “melhor premiação foi ter conhecido a Sandra”. No final de fevereiro deste ano, essa paixão resultou em casamento.
 
 
Do colégio de Sandra, o projeto dela e de duas colegas - de sabonetes que curam - foi o único selecionado para participar da Ficiencias, que é promovida pelo Parque Tecnológico Itaipu (PTI), naquele ano. Já Paulo apresentou o projeto de um robô para auxiliar idosos, com alertas em caso de emergência e horários de medicamentos. No segundo dia do evento, eles se conheceram na pousada onde estavam hospedados. Tinham dificuldade para se entender, mas Paulo não teve problemas ao dizer, antes de ir embora, que tinha gostado de Sandra. 
 
 
 
 
Sandra estava no último ano do colégio quando apresentou o projeto de um sabonete sem produtos químicos, feito a partir de produtos naturais bons para a pele e que chegam até mesmo a prevenir o câncer de pele. A professora incentivou as alunas a inscreverem o projeto na FIciencias, mas Sandra diz que não esperava ser selecionada. “Foi uma surpresa para nós.” Ela considera que participar do evento fez com que tivesse uma visão mais ampla de ciência e inovação, e que a Feira lhe proporcionou grandes aprendizados.
 
 
Paulo estava no penúltimo ano do curso técnico de eletromecânica quando participou pela primeira vez da FIciencias, em 2016. O projeto dele era o de um robô que auxiliava idosos ou pessoas com dificuldade de locomoção e problemas de memória, desde tarefas simples até mais complexas. A premiação na Feira garantiu a ele uma credencial da Feira Brasileira de Iniciação Científica (Febic), em Santa Catarina.
 
 
No ano passado, Paulo participou novamente do evento, com o projeto evoluído. Atualmente, Paulo continua trabalhando com o robô, mas agora como orientador do irmão e de um colega, que este ano vão se inscrever novamente para a FIciencias. "Estamos querendo levá-lo com comando de voz e reconhecimento facial, e talvez com os braços instalados. Mais para frente, queremos colocar pernas e estamos estudando a necessidade de colocar rodas”, conta.
 
 
Para Paulo, a participação na FIciencias possibilita o surgimento de novas ideias. Outro ponto que ele avalia como positivo, em relação ao evento, é o contato com estudantes de outros países, como o Paraguai e a Argentina. “Isso vai abrindo novos conhecimentos, porque aqui no Brasil é um tipo de tecnologia, lá fora é outro”.

 


 

Esse contato, no caso dele e de Sandra, acabou indo muito além das tecnologias. 
 
 
O que a ciência uniu…
 
Antes de se despedir, ao término da FIciencias 2016, e avaliando a distância que os separava, Paulo não hesitou e disse a Sandra que tinha gostado dela. Ela ficou meio assustada com declaração tão direta, mas o sentimento era recíproco. Assim que chegaram em suas casas, Sandra e Paulo se comunicaram e ele não perdeu tempo: pediu-a em namoro. “Para mim, isso era superestranho, porque era muito rápido”, conta a jovem. Estranhou, mas aceitou. 
 
 
Um mês depois, Paulo foi visitar a namorada no Paraguai. Sandra combinou que o buscaria na aduana, mas não contava que o carro do pai estragaria. Para não frustrar o namorado, foi até lá caminhando mesmo. “Na aduana, um policial me contou que tinha visto um cara com a mesma descrição do Paulo. O policial viu minha cara de triste, porque eu estava me sentindo mal de ter perdido ele, e se ofereceu pra procurar ele comigo”. No fim das contas, se encontraram. Paulo estava no shopping tentando acessar o wifi para falar com a amada. “Depois fomos caminhando juntos até a minha casa”, lembra Sandra, aos risos.
 
 
Com quatro meses de namoro, o casal já foi morar junto. “Eu estava pensando em vir estudar no Brasil, e ele me convidou. E eu acho que me joguei de cabeça mesmo”, diz Sandra. No dia 25 de fevereiro deste ano, os dois se casaram, em uma cerimônia simples, com a presença só dos familiares.
 
 
Quando tiverem filhos, Sandra garante que vai querer que participem de eventos como a FIciencias. “Vou querer, para deixar meu filho com a mente mais aberta e estimular a fazer algo maior e mais útil para as pessoas. Para querer fazer cada vez melhor”, afirma.
 
 
Sobre a FIciencias
 
A FIciencias é um espaço para estudantes apresentarem ideias criativas e inovadoras, contribuindo com o conhecimento e a evolução no mundo das ciências. O evento visa promover a cultura científica, disseminar o método científico e a experimentação como ferramentas do conhecimento, estimular e incentivar os talentos em todas as áreas do conhecimento e premiar os melhores trabalhos de pesquisas. A FIciencias também é um local de integração e troca de experiências, aproximando estudantes e professores do Ensino Fundamental, Médio e Universitário.
 
 
A sétima edição da Feira será em novembro deste ano. Em 2018, a Estação Ciências, programa do PTI responsável pela organização do evento, realiza a primeira edição da Ficiencias Júnior, para a exposição de projetos científicos por alunos dos níveis fundamental I e II, sem caráter avaliativo.
 
Fotos: Arquivo pessoal.
 
 
     
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