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Um dia de ouro na nossa longa história de vida.
  Data/Hora: 21.mai.2018 - 17h 52 - Colunista: Inácio Dantas  
 
 
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Há o dia de sol, há o dia de chuva... Sopra a ventania, bafeja a brisa, caem flocos de neve... Frio e calor se alternam e o corpo universal veste os coloridos e perfumados agasalhos das quatro estações climáticas. Assim é o ciclo da vida desde o início das eras, assim o será para sempre.

 

A grande fábrica que produz os dias, a natureza, não tece em suas máquinas produção padronizada. Sua matéria-prima provém do ciclo elíptico da terra, e após o negror da noite a luz da aurora faz de novo um novo dia. Não há, por conseguinte, noites ou dias iguais, porque não são produzidos em fôrmas-padrão: aqui, o que é constante é a inconstância...

 

E nós, humanos, entre as vigas do firmamento e as paredes dos horizontes, calcando o tapete térreo, encobertos pelo teto do céu?

 

Somos bilhões de almas e corações, em zigue-zague infindo, indo de algures a lugar algum e tornando sempre ao ponto de início... Somos bilhões de sonhos e histórias a erigir um dia de ouro na dimensão da própria vida.

 

Buscamos, sim, o eldorado do existir, e, fincado no peito, a reluzir, a medalha excelsior dos grandes feitos; buscamos a vida e seu gozo sublime, a felicidade. E nessa espiral da vida humana, onde as duas pontas - vida e morte – se unem, há que ter-se por sustentáculo a honradez, a retidão, a magnanimidade, tríade para bem cumprirmos nossa lida terrena.

 

Posto assim, nesses dias que aqui hemos[1] hospedados, façamos de nossas ações capítulos novos de uma nova história, capítulos inextinguíveis, escritos com tintas pigmentadas pelo Criador, para, enfim, termos um epílogo de ouro no nosso livro vivencial.

 

 

Com belíssimos capítulos escreva a história dos seus dias, grafadas com tintas de ouro e final feliz, como escritas são as páginas de um livro santoral!

 

[1] Também “Nós havemos”

 
     
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