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A QUEIMA DE LIVROS NA HISTÓRIA..., e algo parecido com os dias atuais em nosso país..
  Data/Hora: 4.mai.2019 - 5h 24 - Colunista: Cultura  
 
 
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Sempre é bom lembrar que quando um governo fala oficialmente em Escola sem Partido, sem Filosofia e sem Sociologia e cortes de verbas nas Universidades Federais..., o que previa o GRANDE poeta alemão do século XIX Heinrich Heine. Um século antes da queima desses livros, em 1821, Heine, havia escrito na sua peça «Almansor» as palavras:

 

“Dort, wo man Bücher verbrennt, verbrennt man am Ende auch Menschen”, que significa: “Onde eles queimam livros, no final, também queimam as pessoas“.

 

Fonte: Jon Henley – via redes sociais - Na noite de 10 de Maio de 1933, uma multidão de aproximadamente 40.000 pessoas reuniu-se na Operenplatz – agora Bebelplatz – no distrito de Mitte, em Berlim. Entre canções alegres, bandas e cânticos de juramentos e encantamentos, assistiram aos soldados e membros da SS, paramilitares SA, e jovens apaixonados da Associação Estudantes Alemães e do Movimento da Juventude Hitleriana queimarem, a mando do ministro Joseph Goebbels, mais de 25.000 livros decretados como “não-alemães”.

 

O clímax de uma campanha nacional com um mês de duração, a mais conhecida fogueira literária, foi concebido como um expurgo e uma purificação do verdadeiro espírito alemão, supostamente enfraquecido e corrompido por ideias e intelectuais não alemães. “O futuro homem alemão”, declarou o Reichsminister num discurso, “não será apenas um homem de livros, mas um homem de carácter. Fazem bem, nesta hora da meia-noite, em cometer às chamas o espírito maligno do passado, dos destroços, a fénix de um novo espírito se elevará triunfalmente”.

 

Os volumes consignados às chamas em Berlim e mais de 30 outras cidades universitárias em todo o país nessa noite e nas noites seguintes incluíam obras de mais de 75 autores alemães e estrangeiros, entre eles André Gide, Albert Einstein, Arthur Schnitzler, Bertolt Brecht, Émile Zola, Ernest Hemingway, Franz Kafka, Friedrich Engels, HG Wells, Heinrich, Klaus, Jack London, John Dos Passos, Karl Marx, Leon Trotsky, Ludwig Marcuse, Sigmund Freud, Stefan Zweig, Thomas Mann, Vladimir Lénine e Walter Benjamin. Também entre os autores cujos livros foram queimados naquela noite estava o grande poeta alemão do século XIX Heinrich Heine, que apenas um século antes, em 1821, havia escrito na sua peça «Almansor» as palavras: “Dort, wo man Bücher verbrennt, verbrennt man am Ende auch Menschen”, que significa: “Onde eles queimam livros, no final, também queimam as pessoas“.

 

 

O mais antigo incidente registado de queima de livros na história parece ser a ordem do Imperador Qin Shi Huang em 213 aC de que todos os livros de filosofia e história de qualquer lugar que não a província de Qin na China fossem queimados. Desde então, os antigos gregos e romanos queimaram escrituras judaicas e cristãs, e qualquer número de papas dos séculos XIII a XVII ordenou a queima do Talmude, um destino que se abateu sobre as obras de John Wycliffe no século 15 e a tradução inglesa de William Tyndale do Novo Testamento.

 

A Inquisição Espanhola queimou 5.000 manuscritos árabes em Granada em 1499, e conquistadores espanhóis queimaram todos os textos sagrados dos maias em 1562. A tradução de Lutero da Bíblia pegou fogo em partes católicas da Alemanha na década de 1640, e na década de 1730 o Arcebispo de Salzburgo supervisionou a queima de todos os livros e bíblias protestantes que pudessem ser encontrados. Várias bibliotecas estado-unidenses queimaram as obras de autores supostamente pró-comunistas durante a era McCarthy.

 

Mais recentemente, os judeus ortodoxos em Jerusalém queimaram cópias do Novo Testamento em 1984; Os Versos Satânicos de Salman Rushdie foram queimados em Bolton e Bradford em 1988; os livros de Harry Potter foram queimados nos EUA em várias ocasiões desde a sua primeira publicação; e em Roma, queimaram o Código Da Vinci. Além de títulos individuais, bibliotecas inteiras foram arrasadas: Alexandria no Egipto; Washington; Louvain; Sarajevo e, mais recentemente, Bagdade.

 

A queima de livros é, antes de mais nada, uma manifestação monumental de intolerância. É um único acto cheio de ódio.

 

Qualquer um que tivesse tentado queimar Mein Kampf em 1933, teria sido preso e fuzilado.

 
     
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