Banner Campanha Itaipulândia agosto segunda

 
 
   Categorias
  ATLETISMO
  Banco do Brasil
  Brasil
  Educação
  Ego Famosos
  ENTREVISTAS
  Esporte
  Eventos
  Falando Sério
  Familias
  Foz do Iguaçu
  Geral
  Itaipu Binacional
  Lindeiros
  Moda
  Mundo
  Oeste
  Opinião do Leitor
  Policiais
  Politica
  Santa Terezinha de Itaipu
  São Miguel do Iguaçu
  SICOOB
  SINSMI
  Sociais
  Virtudes e valores
 
     
   Colunistas
Bruno Peron
Cultura
Inácio Dantas
João Maria
Miss Paraná
 
   
 
   Previsão
 
 

 
 
 
Envie por email
 
Após cirurgia de quatro horas, onça-parda passa bem e volta ao Refúgio Biológico de Itaipu
  Data/Hora: 3.ago.2019 - 7h 27 - Categoria: Itaipu Binacional  
 
 
clique para ampliar

Procedimento aconteceu na quarta-feira (31), no campus de Palotina da Universidade Federal do Paraná. Animal foi recebido pela Itaipu em 25 de julho

 

Da Assessoria - fotos: Itaipu/Binacional - Mais um capítulo foi escrito na recuperação da onça-parda (Puma concolor) macho que chegou ao Refúgio Biológico Bela Vista em estado grave de saúde, no dia 25 de julho. Na última quarta-feira (31), o animal passou por um procedimento cirúrgico de 4,5 horas no hospital veterinário da Universidade Federal do Paraná (UFPR), campus de Palotina, por uma equipe da UFPR e da Divisão de Áreas Protegidas da Itaipu – o médico veterinário Pedro Henrique Teles e o biólogo Marcos de Oliveira.

 

De acordo com Pedro Teles, a cirurgia foi concluída com sucesso, com prognóstico favorável. “Houve pouca perda sanguínea, não ampliando ainda mais a anemia em que o animal se encontrava”, informou. Segundo ele, o foco da fratura foi estabilizado com auxílio de duas placas bloqueadas e um pino intramedular. “Para auxílio na formação de calo ósseo foi realizado, ainda, o implante de tecido ósseo retirado do próprio animal.”

 

Após o procedimento cirúrgico, foram feitas novas radiografias que confirmaram o bom posicionamento ósseo. Pedro conta que nestas radiografias foram encontrados cinco pequenos projéteis de chumbo na face, no pescoço e no tórax da onça, indicando que ela possa ter sido alvejada por algum caçador no passado. Como os projéteis foram encapsulados e cicatrizados, optou-se por não retirá-los.

 

A onça-parda foi, então, reencaminhada ao hospital veterinário do RBV, em Foz do Iguaçu, aonde chegou acordado e em alerta. Ela permanecerá por um período pós-cirúrgico de 60 dias em espaço pequeno, com restrição dos movimentos, para evitar a desestabilização da fratura e favorecer a remodelação óssea. “Os analgésicos serão dados via oral, já que a onça passou a se alimentar de forma voluntária”, conta Pedro Teles.

 

Sobrevivente

 

A onça-parda chegou a RBV inconsciente e em estado grave de saúde no último dia 25 de julho, encaminhada pela Polícia Ambiental de Foz do Iguaçu. A informação é que ela tinha sido atropelada na rodovia BR-163, km 322, entre as cidades de Mercedes e Guaíra, no Oeste do Paraná. A região é próxima à Faixa de Proteção Ambiental da Itaipu, de onde, provavelmente, o animal saiu.

 

Os primeiros procedimentos foram fazer radiografias que constataram a fratura na pata traseira direita (membro pélvico direito) e uma lesão no pulmão. A onça teve ainda traumatismo craniano, um corte na lateral direita da face, um canino quebrado e sofria de anemia. O felino passou por ultrassom e análise de sangue e foi levado à ala de internação do hospital veterinário.

 

Segundo Pedro Teles, a prioridade do tratamento foi estabilizar o animal e reduzir uma hemorragia cerebral. Foram aplicados analgésicos para reduzir a dor gerada pelas várias lesões e houve o cuidado com a hidratação da onça, devido à perda de sangue e ao fato de o animal não ingerir líquidos espontaneamente.

 

Contra o relógio

 

Embora fosse necessário esperar a evolução do quadro clínico do animal para realizar a cirurgia, o procedimento não poderia demorar muito porque, com o tempo, inicia-se um processo de fibrose na região fraturada que poderia dificultar a futura operação.

 

De acordo com o médico veterinário do RBV, a cirurgia foi a única forma de fazer que o animal se recupere plenamente. “Por ser uma espécie bastante musculosa e forte, qualquer forma mais conservadora como talas e bandagens não surtiriam efeitos positivos”, concluiu.

 
     
Deixe seu comentário!
 
 
 
Banner Teia da operação
Banner a dieta perfeita
Banner Teori
Banner Graciliano Ramos
Banner as cidades tem alma
Banner Bolsonaro
Banner Reforma da Previdência
Banner pedrão 2018
Banner Notre Dame
Banner militares