Banner dezembro

 
 
   Categorias
  ATLETISMO
  Banco do Brasil
  Brasil
  Cartas do Leitor
  Educação
  Ego Famosos
  ENTREVISTAS
  Esporte
  Eventos
  Falando Sério
  Familias
  Foz do Iguaçu
  Geral
  Itaipu Binacional
  Lindeiros
  Moda
  Mundo
  Oeste
  Opinião do Leitor
  Policiais
  Politica
  Santa Terezinha de Itaipu
  São Miguel do Iguaçu
  SICOOB
  SINSMI
  Sociais
  Virtudes e valores
 
     
   Colunistas
Bruno Peron
Cultura
Inácio Dantas
João Maria
Miss Paraná
 
   
 
   Previsão
 
 

 
 
 
Envie por email
 
A Primeira Epístola aos Coríntios
  Data/Hora: 25.nov.2019 - 15h 31 - Colunista: Cultura  
 
 
clique para ampliar
Vemos nos Atos dos Apóstolos (At 17,16-34) que Paulo, durante a segunda viagem missionária, nos anos 50 dC, chega a Atenas, encontra filósofos na praça e decide pregar racionalmente, fala em nome do Deus desconhecido, mas com pouco sucesso. Então, parte para Corinto.
 
 
Paulo permaneceu um ano e meio em Corinto, iniciando uma comunidade. Nessa cidade concretizou-se a ruptura com o judaísmo, pois a pregação de Paulo encontrou forte oposição por parte dos judeus (At 18,12-13). Para eles, Jesus crucificado (Dt 21,22-24 e Gl 3,11-14) não poderia ser o Messias.
 
 
Corinto era uma das cidades mais importantes do Império Romano naquele tempo, estima-se que havia 250 mil pessoas livres e cerca de 450 mil escravos. A cidade estava em um corredor mercante e, com o passar dos anos, tornou a sede da província senatorial da Acaia.
 
 
A cidade era muito movimentada porque possuía dois portos: Laqueu (a oeste) e Cencréia (a leste). Faziam a ligação entre o centro do Império (Roma) e a Ásia. Em Corinto morava a maioria dos latifundiários da Grécia, evidenciando o abismo entre ricos e pobres. E Paulo revela quem eram os convertidos: entre vocês não há muitos intelectuais, nem muitos poderosos, nem muitos de alta sociedade (1 Cor 1,26-28).
 
 
Em Corinto havia todo tipo de religião, especialmente o culto a Poseidon (Netuno), o deus do mar e o culto à deusa “Roma” e ao imperador, cultos começaram durante o governo de Augusto César, no ano 30 e que teve forte aceitação nesta cidade.
 
 
Na fortaleza da cidade havia o templo de Afrodite (Vênus), a deusa do amor e da fecundidade. Lá, mil mulheres iniciavam os devotos na arte do amor. Elas eram chamadas de “santas”. Paulo nas epístolas aos coríntios, evita chamar as mulheres de santas por causa disso.
 
 
Paulo escreveu a primeira carta aos Coríntios em Éfeso depois de passados cinco anos em que ele esteve lá. Ele recebera a visita de familiares de Cloé que lhe narraram os fatos (1 Cor 1,11). Depois da partida de Paulo, a comunidade desuniu-se (1 Cor 1,10-17). Ignoravam o caso grave de um cristão que vivia com a madrasta (1 Cor 5, 1-8). E resolviam suas questões diante dos tribunais pagãos (1 Cor 6,1-3).
 
 
E, ainda, havia os que pensavam que podiam fazer tudo que queriam (1 Cor 6,12-20). Tinham dúvidas sobre o matrimônio, celibato, divórcio, virgindade, escravidão e viuvez (1 Cor 7,1-2). E também sobre as carnes sacrificadas aos ídolos, pois ali quase toda carne à venda tinha passado pelos templos como oferta aos ídolos (1 Cor 8,1-13).
 
 
Houve uma reivindicação das mulheres, pois os cristãos se reuniam nas casas para celebrar a fé e as mulheres passaram a assumir funções importantes na comunidade (1 Cor 11,2-16). Havia também incoerência na celebração da eucaristia, faltava compromisso solidário com os fracos (1 Cor 11,17-22). Paulo ainda trata da questão dos carismas (1 Cor 12 a 14) e da ressurreição dos mortos (1 Cor 15,12-19).
 
 
Como se vê, os coríntios reproduziam na comunidade o tipo de sociedade injusta e discriminadora de onde vieram. Esta epístola não deixa de ser uma forte reflexão para todos os cristãos nos dias de hoje.
 
 
Mario Eugenio Saturno (cientecfan.blogspot.com) é Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e congregado mariano
 
     
Deixe seu comentário!
 
 
 
Banner Notre Dame
Banner a dieta perfeita
Banner brasil
Banner Mirante
Otica PetriU
Banner Jorge amado
Banner Einstein
Banner Teori
Banner Graciliano Ramos
Banner conar