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Na COP 25, Itaipu e UNDESA promovem debate sobre ações climáticas e a Agenda 2030
  Data/Hora: 2.dez.2019 - 16h 8 - Categoria: Itaipu Binacional  
 
 
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Benefícios gerados pelas áreas protegidas e projetos ambientais são temas de estudos de caso que serão apresentados em Madri, durante a Conferência Mundial do Clima.

 

Da Assessoria - Foto: Nilton Rolin - As contribuições da Itaipu Binacional para o Acordo de Paris e para as metas da Agenda 2030 são a temática principal de dois eventos que serão realizados em parceria com o Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU (UNDESA), nos próximos dias 7 e 9 de dezembro, em Madri (Espanha), como parte da programação paralela (side events) da 25ª Conferência Mundial do Clima (COP 25).

 

Os eventos fazem parte da parceria Itaipu-UNDESA “Soluções Sustentáveis em Água e Energia”, que tem como objetivo compartilhar, com instituições e governos de todo o mundo, boas práticas na promoção dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 6 (Água Potável e Saneamento) e 7 (Energia Limpa e Acessível), e suas conexões com os demais ODS que compõem a Agenda 2030 das Nações Unidas.

 

“Itaipu é uma empresa que tem como missão principal a geração de energia a partir de uma fonte renovável, que é a hidrelétrica. Mas, para fazer isso no longo prazo, ela investe em diversas ações que têm como objetivo garantir a qualidade e a quantidade de água, beneficiando também outros usos do reservatório, como o abastecimento municipal, a produção agropecuária e a manutenção da biodiversidade. E, dessa forma, contribui com o desenvolvimento sustentável da região”, afirma o diretor-geral brasileiro da Itaipu, general Joaquim Silva e Luna.

 

Para proteger seu reservatório, a Itaipu mantém mais de 100 mil hectares de áreas protegidas. Em 2018, a margem brasileira foi reconhecida como Reserva da Biosfera pela Unesco, título que a margem paraguaia já havia recebido no ano anterior.

 

Essas áreas respondem por diversos serviços ecossistêmicos (serviços que a natureza presta gratuitamente), tais como: a captura anual de quase 6 milhões de toneladas de carbono equivalente (contribuindo com as metas do ODS 13 – Ação contra a Mudança Global do Clima); permitem a circulação de animais e a dispersão de sementes, atuando como corredores ecológicos para as espécies de flora e fauna (ODS 15 – Vida Terrestre); ajudam a infiltrar a água no solo e protegem nascentes e corpos d’água, prevenindo o aporte de sedimentos (ODS 6); além de aumentar a vida útil do reservatório, garantindo a geração de energia limpa e renovável no longo prazo (ODS 7).

 

A atuação em relação aos ODS 6, 7, 13 e 15 será detalhada em estudos de caso que serão lançados em Madri, com a presença do subsecretário executivo da UNDESA, Liu Zhenmin, que afirmou que “toda grande empresa deveria conhecer a experiência da Itaipu sobre como colocar em prática a Agenda 2030 do Desenvolvimento Sustentável”.

 

“Os cuidados ambientais com o entorno do reservatório e as demais ações que a empresa empreende nesse território beneficiam não apenas para a geração de energia, mas a região como um todo. Esse é um conceito hoje presente na estratégia da empresa. Faz parte do nosso negócio”, avalia o diretor de Coordenação da Itaipu, general Luiz Felipe Carbonell.

 

Além de Carbonell e Silva e Luna, a delegação da Itaipu também contará com o diretor-geral paraguaio, Ernst Bergen, do conselheiro do Paraguai, Gerardo Blanco, do chefe da Divisão de Reservatório e Áreas Protegidas – Margem Paraguaia, Hilario Hermosa, e do superintendente de Gestão Ambiental – Margem Brasileira, Ariel Scheffer da Silva.

 

Contribuições da Itaipu para o Acordo de Paris

 

A Conferência das Partes (COP) ocorre anualmente, reunindo os países-membros da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC). Suas decisões são sempre de forma coletiva e consensual e só podem ser tomadas por unanimidade entre as partes.

 

Em 2015, a UNFCCC produziu o Acordo de Paris, ratificado por 183 países e pela União Europeia, com o objetivo principal de somar esforços para manter a elevação da temperatura global no máximo até 2°C acima dos níveis pré-industriais. Para isso, cada país signatário apresenta sua Contribuição Nacionalmente Determinada (NDCs, em inglês), com ações e compromissos para limitar o aquecimento.

 

A Itaipu colabora com os compromissos assumidos tanto pelo Brasil como pelo Paraguai, com o fornecimento de energia renovável em abundância (a produção anual é de cerca de 90 milhões de Megawatts-hora), ações de restauração florestal e estímulo a práticas ambientalmente corretas na agropecuária (como o plantio direto, que reduz as emissões da agricultura, e o uso de dejetos da pecuária para a produção de energia elétrica, térmica e veicular), entre outras.

 

Serviço:

 

Evento Paralelo técnico organizado pela Itaipu e UNDESA

Data: 07/12/2019

Parte I (9h30-11h): UNDESA - Água e Energia, Estudos de Caso dos ODS.

Parte II (11h30-13h): Itaipu - Soluções em Água, Energia e Serviços Ecossistêmicos.

Participantes: Representantes da Itaipu; Secretário de Relações Internacionais do Ministério de Meio Ambiente do Brasil, Roberto Castelo Branco; Diretor-geral de Água do Ministério para a Transição Ecológica da Espanha, Manuel Menéndez; chefe do programa de Mudança Climática e Biodiversidade da ONU, Valeria Kapos; diretor do Diretório Nacional de Mudança Climática do Ministério do Meio Ambiente do Paraguai, Ulises Lovera.

Local: Espaço ODS (UNDESA), COP 25, IFEMA (Madrid).

 

Evento paralelo de alto nível organizado pela Itaipu e UNDESA

Lançamento de estudos de caso sobre a Itaipu e os ODS, e do Relatório Global e Base de Dados em Soluções de Água e Energia em Relação a Mudanças Climáticas.

Participantes: Diretores da Itaipu, subsecretário-geral da UNDESA, Liu Zhenmin, membros da Rede Global de Soluções Sustentáveis em Água e Energia.

Data: 09/12/2019

Horário: 11h-12h15

Local: Espaço ODS (UNDESA), COP 25, IFEMA (Madrid).

 

A Itaipu

Com 20 unidades geradoras e 14 mil MW de potência instalada, a Itaipu Binacional é líder mundial na geração de energia limpa e renovável, tendo produzido, desde 1984, mais de 2,6 bilhões de MWh. Em 2016, a usina brasileira e paraguaia retomou o recorde mundial anual de geração de energia, com a marca de 103.098.366 MWh. Em 2018, a hidrelétrica foi responsável pelo abastecimento de 15% de toda a energia consumida pelo Brasil e de 90% do Paraguai.

 
     
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