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Rugby: O esporte dos “capivaras”
 
  Data/Hora: 26.mai.2011 - 10h 18 - Categoria: Esporte  
 
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Toda terça e quinta é assim: dois times, jogadores concentrados, chuteiras e uma bola. Futebol? Não, a bola é oval. Os “jogadores” são alunos da UNILA que, incentivados pelo professor Thiago Bolívar, uniram-se para a prática de um esporte bastante popular no mundo – embora não muito difundido no Brasil –, o rugby.

 

A ideia surgiu durante uma aula de línguas, que o professor Thiago ministrava. “Eu citei o rugby, dentro de um contexto do conteúdo, e imediatamente os alunos suscitaram a possibilidade de criarmos um grupo para treinar”, comenta.

 

Ele, que já foi jogador de rugby durante mais de quatro anos, viu-se, então, diante de um novo desafio: ensinar o esporte para os estudantes da UNILA. “Eu nunca tinha dado aulas de rugby, mas parei para pensar, planejar, e lembrei de como foram as minhas primeiras aulas. Começamos pelo básico: conceitos, técnicas”, relata.

 

Hoje, mais de 30 alunos já estão participando dos treinamentos. “E há cerca de 90 interessados”, acrescenta. Para os estudantes brasileiros, o rugby é quase uma novidade. Já para os argentinos e uruguaios, por exemplo, nem tanto – nesses países, o esporte é bem mais difundido.

 

Para aproximar os jovens do esporte, o professor organizou uma excursão a Puerto Iguazú (Argentina), onde a Seleção Brasileira jogava uma das etapas do Torneio Sul-Americano. E, a partir de então, a empolgação dos alunos só cresceu.

 

Dênis Antônio Silva, graduando em Geografia, por exemplo, conta que foi “amor à primeira vista” pelo rugby. “Vi uma reportagem na tevê e imediatamente me apaixonei. Então, pesquisei na internet, vi mais alguns vídeos, e quando surgiu a ideia aqui na UNILA, na hora me candidatei para participar”, relata.

 

Ele, que já praticava vôlei, afirma sempre ter gostado de esportes que aliam força e disciplina. “Além disso, o rugby não tem foco em um jogador, é sempre a coletividade”, ressalta. O mesmo sentimento de união é o que motiva Besna Rodriguez Yacovenco, aluna de Ciência Política. Ela, uruguaia, já era fascinada pelo esporte, que a motivava a ir aos estádios todo final de semana.

 

Uma das principais entusiastas do rugby, Besna explica seu encantamento: “tem um ideal essencial: o sentido de equipe, de unidade, respeito. Ou seja, é a integração ideal”. Outro fator positivo citado por ela e também pela colega Angela Garofali, aluna de Ciências Econômicas, é que todos os alunos estão começando juntos. “Somos todos iniciantes e juntos estamos construindo um aprendizado”, destaca.

 

Para o professor – e treinador – Thiago, é justamente nesse sentido que o rugby casa perfeitamente com os objetivos da UNILA. “O rugby é integrador por natureza. Desenvolve, sempre, o espírito do coletivo”, destaca. Disciplina e respeito são outras duas características fundamentais da filosofia do jogo.

 

Nesse sentido, o professor desmistifica, ainda, um conceito geral de que o rugby é um esporte violento – devido aos seus fortes embates físicos. Ele traça um comparativo com o futebol, esporte cujas regras não envolvem embates, mas frequentemente ocorrem agressões, e cita uma famosa frase: “O futebol é um esporte de cavalheiros jogado por brutos; o rugby é um esporte de brutos jogado por cavalheiros”. Segundo ele, a briga vai de encontro aos conceitos do rugby. “Tem contato físico, mas não agressão, não há maldade”, ressalta Thiago.

 

Crescimento

O futuro para o esporte é promissor, na visão do professor. É uma modalidade em ascenção, com forte perspectiva de crescimento no Brasil. Prova disso é que o rugby volta aos jogos Panamericanos, além de estar incluído nas Olimpíadas que serão realizadas no Rio de Janeiro em 2016. “E hoje toda cidade universitária já tem time de rugby”, acrescenta.

 

Capivaras

O time dos “unileiros” já tem um nome, ainda informal: “Capivaras”. Esse foi o apelido que os alunos da Unioeste deram aos acadêmicos da UNILA, que gostaram e adotaram a alcunha. A brincadeira faz referência às capivaras que circulam por toda a área da Itaipu Binacional e do Parque Tecnológico Itaipu (PTI), onde a Universidade está instalada provisoriamente.

 

Para saber mais sobre o rugby:

http://www.brasilrugby.com.br/

http://www.rugbymania.com.br/

http://www.planetrugby.com/

 
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