Banner dengue 2021

 
 
   Categorias
  ATLETISMO
  Banco do Brasil
  Brasil
  Cartas do Leitor
  Educação
  Ego Famosos
  ENTREVISTAS
  Esporte
  Eventos
  Falando Sério
  Familias
  Foz do Iguaçu
  Geral
  Itaipu Binacional
  Lindeiros
  Moda
  Mundo
  Oeste
  Opinião do Leitor
  Policiais
  Politica
  Santa Terezinha de Itaipu
  São Miguel do Iguaçu
  SICOOB
  SINSMI
  Sociais
  Virtudes e valores
 
     
   Colunistas
Bruno Peron
Cultura
Inácio Dantas
João Maria
Miss Paraná
 
   
 
   Previsão
 
 

 
 
 
Envie por email
 
Mamãe, tudo bem?
  Data/Hora: 9.abr.2013 - 19h 5 - Colunista: Cultura  
 
 
clique para ampliar

É comum o telefone tocar, periodicamente, e do outro lado da linha, uma voz perguntar: - Mamãe, tudo bem? E a resposta vem, carinhosamente: - É você, meu filho - tudo bem?

 

Parece que o filho está muito preocupado com a mãe, porque faz sempre a mesma coisa: liga; conversa muito; conta das promoções no emprego; fala das maravilhosas viagens pelo Brasil e no exterior; promete que no Dia das Mães não vai faltar; é atencioso e mostra-se um grande filho, principalmente nos dias de festa. Enquanto isto, não é capaz de pesquisar se a mãe está vivendo, realmente, muito bem.

 

Geralmente, as mães vivem, hoje, uma grande crise de sobrevivência: aposentadoria ridícula - as que pagam aluguel estão muito ansiosas e, praticamente a maioria delas não poderia dizer que está tudo bem. Contar que as coisas estão difíceis preocuparia ao amado filho, e elas, por amor, não revelam a situação.

 

É raro o filho que se sensibiliza com as dificuldades da mãe. Como viver muito feliz, recebendo apenas alguns pequenos presentes, durante o ano? Mas é assim que muitas mães vivem: de passados e ridículos presentes. Desculpas para não se importar com as mães? São muitas:

©     Não posso ajudar à mamãe, porque agora tenho minha família.

©     Não posso visitar minha mãe, porque estou cansado, acabo de chegar de outra viagem internacional...

©      

Estas, e outras, que não chegam a convencer a ninguém. Aquela frágil mulher-mãe desdobrou-se e foi capaz de trabalhar para sustentar muitos filhos, e agora, não pode contar, muitas vezes, com nenhum deles.

 

A educação tem falhado, sistematicamente, todas as vezes que a família deixa, à mercê da miséria, a mãe. Que amor é este que se ensina, incapaz de deixar perceber a dificuldade do outro?

 

As características do amor revelam-se na capacidade de doar; de dividir o pão; de abrigar; de cuidar, na alegria ou na tristeza; de estender a mão e adivinhar o que o outro precisa, antecipando-se ao pedido. Toda mãe tem vergonha de pedir para ela, mas é capaz de mendigar para o filho.

 

Sem cobrança nenhuma: das noites sem dormir; da lágrima no travesseiro; de renunciar à própria vida, o tape de cada história está gravado no coração de toda mãe e maior que a dor do parto é a dor da ingratidão.

 

Perguntar se está tudo bem não corresponde ao milagre de decidir, de agora em diante, a oferecer um pouco de conforto e conferir se a mãe está conseguindo vencer o desafio diário de alimentar-se, ir ao médico, vestir-se, e viver sozinha, o que é muito pior.

 

A maior homenagem que o filho pode prestar à sua mãe é lutar para que ela tenha o mínimo de dignidade, enquanto viver. É proporcionar para que tudo vá muito bem.

 

 

                                                                                Ivone Boechat

 
 

 

 

 
 
Deixe seu comentário!
 
 
 
Banner pedrão 2018
Banner Mirante
Banner Einstein
Banner violência se limite
Rose Bueno Acessórios
Banner emprego
Bassani