Da Assessoria - Os Agentes de Combate às Endemias de São Miguel do Iguaçu, vinculados à Secretaria Municipal de Saúde, participaram da capacitação do projeto Vigilância Ativa de Precisão (VAP), iniciativa coordenada pela Itaipu Binacional, que visa aprimorar o monitoramento e o controle do mosquito Aedes aegypti na região de fronteira.
A capacitação foi realizada entre os dias 10 e 12 de fevereiro e reuniu 70 profissionais de saúde dos municípios participantes. A iniciativa é desenvolvida no âmbito do Grupo de Trabalho em Saúde (GT Saúde) e tem como foco a redução da infestação do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, por meio da utilização de ferramentas tecnológicas e estratégias mais precisas de vigilância.
O treinamento contou com a participação das Secretarias Municipais de Saúde, por meio dos agentes de combate às endemias, da Itaipu e do Serviço Nacional de Erradicação do Paludismo (Senepa), do Paraguai, além de palestra do pesquisador em saúde pública da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Dr. Rafael Maciel de Freitas. A gestão técnica do projeto é conduzida pela coordenação do Centro de Controle de Zoonoses de Foz do Iguaçu.
O projeto conta com investimentos da Itaipu Binacional destinados à capacitação dos agentes, aquisição de insumos para armadilhas ovitrampas e contratação de licença de software no modelo Software as a Service (SaaS), que permite monitorar com alto grau de precisão a circulação do mosquito e orientar as ações de campo de forma estratégica.
Implantado como projeto piloto em Foz do Iguaçu, em 2023, o VAP passa agora por ampliação, contemplando também os municípios de Santa Terezinha de Itaipu, São Miguel do Iguaçu e Ciudad del Este. A proposta é formar um cinturão integrado de proteção na região da Tríplice Fronteira, fortalecendo a cooperação institucional e a resposta conjunta frente às arboviroses.
Na abertura do treinamento, o assessor de Responsabilidade Social da Itaipu, Eduardo Scirea, destacou a importância estratégica da iniciativa. “A Vigilância Ativa de Precisão representa um avanço para a saúde pública da nossa região. Ao integrar tecnologia, capacitação profissional e cooperação binacional, fortalecemos a capacidade de resposta dos municípios frente às arboviroses”, afirmou.

O diretor de Vigilância em Saúde, Augusto Mondardo, apontou o projeto como uma estratégia eficaz para a tomada de decisões. “Os recursos são escassos e precisam ser bem alocados. Com dados mais precisos, ampliamos a capacidade de resposta do município frente às arboviroses”, pontuou.
De acordo com o gestor do convênio do Grupo de Trabalho em Saúde pela Itaipu, Nilton Bobato, os resultados já são perceptíveis. “Foz do Iguaçu viveu, em 2025, um ano sem epidemia de dengue, e isso se deve a ações como essa, construídas com articulação e parceria. O Grupo de Trabalho em Saúde é um importante fórum para essa integração”, ressaltou.
A secretária municipal de Saúde, Fernanda Moreira Prestes, também reforçou a importância da adesão de São Miguel do Iguaçu ao projeto. “A Vigilância Ativa de Precisão fortalece o trabalho técnico realizado pelos nossos agentes de combate às endemias e nos permite atuar de forma mais estratégica e preventiva. Com dados mais precisos, conseguimos direcionar melhor nossas ações e proteger a população com mais eficiência”, enfatizou.
Com a expansão do VAP, São Miguel do Iguaçu passa a contar com dados técnicos mais detalhados para subsidiar as estratégias locais de prevenção e controle, reafirmando o compromisso do Governo Municipal com a saúde pública e a proteção da população.