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  Intervenção já! (no Maranhão da Famiglia Sarney)  
  Publicado em 9 de Janeiro de 2014  
 
   
 
 
 
Intervenção já! (no Maranhão da Famiglia Sarney)

Fonte: Tribuna da Internet – Eliane Cantanhêde - Folha

 

BRASÍLIA – Não bastasse ser o último, ou estar na rabeira, do IDH, do ensino de matemática, do ensino de português, do saneamento básico e por aí afora, o Maranhão dos Sarney choca o país, quiçá o mundo, com atos de pura barbárie.

 

 

Só os cineastas mais violentos, talvez nem eles, poderiam produzir cenas em que dissecam a perna de um preso (ou seja, sob a custódia do Estado brasileiro). Tiram a pele, depois músculos, veias, artérias, até o osso.

 

Também só cineastas doentios, talvez nem eles, armariam o cenário, destacariam atores e filmariam pessoas (também sob a responsabilidade do Estado) sendo decapitadas.

 

ONDE NÓS ESTAMOS?

Foram estupros e 60 mortes em 2013, e 2014 já começou com mais duas. A crise extrapolou as grades e foi parar nas ruas, onde vândalos atacaram ônibus e atearam fogo numa menininha na… “Vila Sarney”. Ela morreu ontem. A mãe está mal.

 

Meu pai nasceu em Pedreiras, o foco macabro é a penitenciária de Pedrinhas e essa nova crise não deixa pedra sobre pedra na biografia do patriarca José Sarney no seu Estado de origem. O vandalismo dos presos não é isolado. Apenas reflete a situação carcerária que, por sua vez, reflete a calamidade pública geral.

 

Folheiam-se os jornais e encontram-se ali, entre os recordes do pior nisso, pior naquilo, outras muitas histórias horripilantes. Cito uma, porque o espaço é curto: os carros, carteiras, cadeiras e os materiais escolares que foram enviados pelo governo federal para a Prefeitura de São Luís, novíssimos, apodreceram debaixo de sol, chuva e descaso, sem jamais terem sido usados.

 

Tudo se encaixa. Ontem mesmo, a empregada lá de casa comentou: “A moça da vizinha não sabe ler nem escrever. Pensei que não existia mais isso”. De onde ela é? “Do Maranhão”.

 

A realidade supera a ficção mais macabra e soa patético o governo Roseana se irritar e responder à Procuradoria Geral que são “inverdades”.

Intervenção já!

 
 

 

 

 
 
     
 

 
 
     
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