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  Em estado de greve, Servidores do Poder Judiciário de São Miguel do Iguaçu cruzam os braços por cinco horas  
  Publicado em 26 de Maio de 2014  
 
   
 
 
 
Em estado de greve, Servidores do Poder Judiciário de São Miguel do Iguaçu cruzam os braços por cinco horas

A exemplo das demais comarcas do Estado, segundo nos informou Eliane, os servidores do Poder Judiciário de São Miguel do Iguaçu, hoje a tarde, 26, cruzaram os braços em estado de greve por cinco horas. “Este movimento denominado Justiça Igual para Todos – ISONOMIA JÁ, é liderado pelo SINDIJUS – Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado do Paraná e tem como objetivo buscar a igualdade de tratamento entre os funcionários de 1º e o 2º Graus do Tribunal de Justiça do Paraná”, nos disse Eliane, líder do movimento em São Miguel.

 

 

Segundo ela, a contraproposta do Tribunal, deixou muito a desejar – “A nossa reivindicação é de um aumento de 22% - e nos foi oferecido apenas 2%. A nossa primeira paralisação foi por uma hora, hoje estamos parando por cinco horas”, salientando que essa desigualdade é histórica, como política adotada em todos os Tribunais do País, onde o maior número de investimentos é destinado ao 2º Grau.

 

Ainda segundo ela, o que se busca não é só melhoria salarial, mas também melhores condições de trabalhos. “É no primeiro grau, onde se faz o atendimento a todos que buscam a Justiça – é no primeiro grau que efetivamente as coisas acontecem e não é justo essa disparidade salarial”, acrescenta.  

 

Em carta aberta à população, na primeira paralisação, o Sindijus-PR, lembrava que inúmeras denúncias já foram feitas, dando conta da falta de mão de obra, de mesas, máquinas e material de expediente, insalubridade nos locais destinados aos arquivos, falta de espaço para guarda de armas e processos. Ambientes com temperatura elevada nas regiões norte e oeste do Estado, sem ventilação, sem ar condicionado. Até na capital e região metropolitana os servidores e a população enfrentam essas condições insalubres.

 

Esse descaso com o primeiro grau, já é de conhecimento do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) que acatou os diversos pedidos de providências protocolados e elaborou uma minuta de resolução onde determina a igualdade de tratamento entre o primeiro e o segundo graus em todos os Tribunais do País.

 

 
 

 

 

 
 
     
 

 
 
     
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