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  São Miguel: Comissão de Moradores se reúne com Diretores da Cooperativa LAR em busca de solução para acabar com a poluição do Bairro  
  Publicado em 1 de Julho de 2014  
 
   
 
 
 
São Miguel: Comissão de Moradores se reúne com Diretores da Cooperativa LAR em busca de solução para acabar com a poluição do Bairro

Em importante reunião realizada hoje pela manhã, 01, na sede do Sindicato dos Produtores Rurais de São Miguel do Iguaçu, que contou com a presença de lideranças do Bairro Gaúcha e adjacências  e Diretores da Cooperativa Lar – ficou estabelecido a Criação de uma Comissão Permanente com representantes da comunidade e da Cooperativa Lar para monitorar o problema da poluição, bem como, uma solução definitiva para o problema.

 

A reunião começou bastante tensa, onde os moradores deixaram claro que já não agüentam mais conviver com esse problema. Domingos, que no dia a dia trabalha como mestre de obra, assim que os Diretores da Cooperativa demonstraram o que está sendo feito para amenizar o problema atualmente com o pó oriundo da safra do milho, foi direto. “Reconhecemos a situação de vocês, mas o nosso problema é muito mais grave – e para nós soluções paliativas não resolvem mais – o que nós queremos é que hoje aqui vocês nos digam quando é que vocês vão remover esse depósito do meio de uma área residêncial”.

 

Em seguida, o jovem Claudecir, foi enfático, relatando que esse é o pensamento da comunidade e que vão as últimas conseqüências, recorrendo a Promotoria Pública e a todos os recursos possíveis para solucionar esse problema.

 

No final, ficou decidido que será formada em seguida uma Comissão Permanente para Monitorar e administrar o problema no momento, tendo em vista que estamos em plena colheita do milho e o mesmo tem chegado aos secadores com cerca de 30% de umidade.

 

O vice-presidente da Cooperativa Lauro Soethe, após descrever a história da Cooperativa Lar não só em São Miguel, mas também na região, lembrou que toda essa estrutura está naquele local desde 1973. “Estamos preocupados com o problema, sim – e acreditem, no dia a dia temos sido fiscalizados pelos órgãos ambientais com todo o rigor – temos inclusive uma Comissão de Meio Ambiente dentro da empresa. A nossa intenção não é criar conflito e sim estabelecer parcerias com a comunidade. Hoje, por exemplo, não podemos simplesmente fechar a unidade e deixar o produtor que precisa armazenar a sua produção na mão”, explicou Lauro.

 

Mesmo assim, o que se notou é que a paciência dos moradores que hoje estão convivendo com esse problema, já se esgotou. Eles aceitam as medidas paliativas para conter o problema da poluição em curto prazo – mas deixaram claro que não é mais possível conviver com uma Estrutura como essa dentro de um bairro residencial.

 

Estivemos visitando várias famílias que vivem na região – e todos, absolutamente todos estão indignados com esta situação. “A situação mais grave é com respeito aos problemas de saúde. Além do pó, do cheiro de veneno – existe ainda a poluição sonora”, relata Evelyn.

 

“Como pode uma empresa desse tamanho no meio de uma cidade soltando poeira, casca de milho e cheiro de veneno com soja podre – isso quando não soltam as cinzas das caldeiras”, relata dona Dhyulia Ramunde.

 

Mauro, Diretor Comercial da Cooperativa Lar, diz entender o problema da população e ao lado dos demais diretores prometeu uma operação de guerra nos próximos dias para minimizar a situação. “Vamos trabalhar em conjunto no momento, enquanto pensamos numa solução – quem sabe, definitiva para esse problema – não vamos medir os esforços para criarmos uma convivência harmoniosa e o mais confortável possível para os moradores”, afirma.

 

Estamos de olho e na sequência prometemos fazer uma série de matérias abordando esse problema...


 
 

 

 

 
 
     
 

 
 
     
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