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  ESTAMOS DE OLHO! ENTRE A CRUZ E A ESPADA – Família de Pioneiros de São Miguel do Iguaçu relata o terror em que estão vivendo...  
  Publicado em 9 de Setembro de 2014  
 
   
 
 
 
ESTAMOS DE OLHO! ENTRE A CRUZ E A ESPADA – Família de Pioneiros de São Miguel do Iguaçu relata o terror em que estão vivendo...

Nada contra a sua vontade de crescer, prosperar e se locupletar até as entranhas – não tenho nenhum tipo de preconceito a esse respeito – muito pelo contrário, o nosso desejo é que todos, absolutamente todos possam progredir infinitamente. O que não podemos aceitar é quando existe a falta de consideração e respeito pelas pessoas que estão a sua volta.

 

Explico: O casal de idoso, Manoel Sadi Vargas e Ana Rebelato Vargas, residem na Serra do Mico, ao lado da BR-277 – próximo ao Britador da Prefeitura – há mais de 40 Anos. Há 21 anos, o pai de Ana, seu João Rebelato vendeu para o senhor João Mathias, seis alqueires, dos sete que possuía. Acontece que o senhor João, dentro do prazo estipulado pelo falecido João Rebelato, só pagou três alqueires... E o seu João, quando ainda estava vivo, prudentemente só passou a escritura dos três alqueires que ele tinha pago...

 

Seu Sadi, enfermo - doente de câncer em estado avançado - Tânia e sua Mãe Ana, com a netinha


O que aconteceu, então? Como esta área de terra faz divisa com o Britador da Prefeitura, em 2014, o empresário André Fernandes, de olho na possibilidade de colocar ali um Britador procurou o seu João Mathias para comprar a área... Segundo André, seu João lhe vendeu os seis alqueires, inclusive os três que não tinha escritura – só existia um contrato de compra e venda segundo nos relata Ana.

 

Como ele não tinha pagado os três alqueires, o lugar esse tempo todo era usado para a colocação do gado do seu Manoel Sadi Vargas e por Ana Maria Rebelato Vargas (filha e herdeira do seu João), isso por mais de 20 anos... Assim que André Fernandes entrou na área em maio de 2014, Lairton Vargas e Loiri Ferreira Vargas (filhos de Ana e Sadi) entraram na Justiça pedindo a reintegração de posse – a qual foi imediatamente concedida pelo Meritíssimo Juiz, tendo em vista que Ana e Sadi sempre moraram ali e tinha o direito da posse por Uso Capião da parte não escriturada que não tinha sido paga, segundo eles, pelo seu João Mathias.

 

André recorreu e ganhou em Segunda instância: Ontem, 08 de setembro, dona Ana e seus familiares, foram surpreendidos com a entrada das máquinas de André Fernandes no local, abrindo e escavando o solo, com o objetivo de preparar o local para retirada de pedras...

 

Foi quando dona Ana me ligou contando o que estava acontecendo. Eu disse a ela que entrasse em contato com a sua advogada. Em companhia da sua advogada, visitaram a Delegacia de Polícia e registraram um Boletim de Ocorrência, tendo em vista que existem as cabeças de gado que estavam sem cerca e correndo o risco de entrarem na BR-277 que fica ao lado...

 

Dizia-me Ana: “Estranho por que em maio deste ano quando a Juíza nos concedeu a posse, fomos informados que enquanto a causa continuasse, não poderíamos mexer em nada. Não recebemos nenhum comunicado e, no entanto, o cara entra ali, mete as máquinas derruba tudo – e nós ficamos aqui de mão abanando sem poder fazer nada”.

 

Pessoalmente, visite a sua advogada ontem pela manhã, e ela me disse que o sistema estava fora do ar e que também não sabia de nada. “Liguei agora a pouco para o advogado do André Fernandes e ele me disse que também não sabe de nada. O que me leva presumir de que existe algo de errado nisto tudo”, me disse ela.

 

Esse é o percurso de cerca de 30 metros onde a máquina levou 10 minutos para passar acelerando forte - segundo relata a Família


Hoje pela manhã, em visita a dona Ana e o seu Sadi, o que me assustou foi o relato deles... “Eles passaram ontem aqui com essa máquina que está trabalhando e para percorrer esse espaço de 30 metros em frente a minha casa, eles demoraram mais ou menos um dez minutos acelerando forte como se estivessem derrubando tudo...”, me dizia dona Ana, ao lado do seu Sadi, da sua filha Tânia e de Maria Lúcia, que três vezes por dia ajuda na casa.

 

Com lágrimas nos olhos, continuava: “O nono (seu sadi) que sofre de câncer e está há muito tempo na cama – ele não consegue falar – mas nós víamos nos olhos dele o desespero, pois não estava entendendo nada do que estava acontecendo”, relata.

 

“Não temos dinheiro para recorrer – mas hoje à tarde, vamos falar com o Promotor de Justiça – não merecemos isso – faz duas semanas que estamos sem água – estamos usando água de litro que os vizinhos nos trazem e para tomar banho – usamos água de um poço ao lado que cheira mal – e ainda temos que passar por isso”.

 

 

Está feito o registro dona Ana, e esperamos que a sua advogada recorra em Terceira Instância, e devolva o que lhe é de DIREITO PARA A SUA FILHA TÂNIA... Estamos de OLHO... 


Anexamos na matéria acima, mais uma foto que tiramos a pouco, onde Tânia mostra que aquele local onde o André Fernandes meteu a máquina e acabou com a sua cana e derrubou as cerca, faz pare do lote 46. "Os dois alqueires que o André tem escriturado em seu nome faz parte dos lotes 47 e 48 que é ao lado", garante Tânia. 


 
 

 

 

 
 
     
 

 
 
     
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