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  Polícia faz operação que apurar irregularidades no transporte público escolar de São Miguel do Iguaçu  
  Publicado em 26 de Setembro de 2018  
 
   
 
 
 
Polícia faz operação que apurar irregularidades no transporte público escolar de São Miguel do Iguaçu

Fonte: G1 P - Por Bruna Kobus, RPC Foz do Iguaçu -  Foto: Polícia Civil/Divulgação - Há cinco mandados de prisão preventiva e dez de busca e apreensão. Policiais cumprem os mandados judiciais na Procuradoria-Geral de Foz do Iguaçu, na Prefeitura e na Câmara Municipal de São Miguel do Iguaçu.

 

A Divisão de Combate à Corrupção (DCCO) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (26), uma operação que apura irregularidades no transporte público escolar de São Miguel do Iguaçu, no oeste do Paraná.

 

Há cinco mandados de prisão preventiva – que é por tempo indeterminado – e dez de busca e apreensão sendo cumpridos na cidade e em Foz do Iguaçu, que também fica na região oeste.

 

Policiais cumprem os mandados judiciais na Procuradoria-Geral de Foz do Iguaçu, na Prefeitura de São Miguel do Iguaçu, na Câmara Municipal de São Miguel do Iguaçu, em residências e em empresas dos investigados.

 

Empresários do setor de transporte público escolar, um vereador e "laranjas" no esquema criminoso são os alvos da operação, de acordo com a Polícia Civil.

 

Até a última atualização desta reportagem, os nomes dos investigados e o número de prisões já realizadas não tinham sido divulgados.

 

'Rota Oculta'

A operação foi batizada de "Rota Oculta" e tem o apoio da Polícia Militar (PM) e da Polícia Científica.

 

O inquérito foi instaurado em 2 de agosto. Desde então, a polícia constatou que há indícios de irregularidades nos contratos que se referem à quilometragem contratada para o transporte público.

 

Conforme a investigação, cerca de 40% da quilometragem contratada pela Prefeitura de São Miguel do Iguaçu não era percorrida diariamente pelos veículos. O prejuízo aos cofres públicos, de acordo com a Polícia Civil, foi de aproximadamente R$ 1,4 milhão.

 

Segundo a Polícia Civil, o homem apontado como chefe do esquema criminoso é um empresário, que já foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) no âmbito da Operação Nipoti – desmembramento da Operação Pecúlio, da Polícia Federal (PF).

 

Ele é funcionário da Prefeitura de Foz do Iguaçu e opera com duas empresas em São Miguel do Iguaçu, conforme a Polícia Civil.

 

As empresas estão nos nomes do irmão e da entenada de 19 anos. Porém, a suspeita da polícia é de que as duas empresas sejam controladas de forma oculta pelo empresário.

 

Elas venceram 19 lotes da licitação em São Miguel do Iguaçu que, segundo a Polícia Civil, previa o serviço de transporte público escolar na cidade.

A licitação era no valor de R$ 3,3 milhão, contudo, um aditivo aumentou o custo para mais de R$ 4 milhões, ainda de acordo com a polícia.

 
 

 

 

 
 
     
 

 
 
     
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