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  Brasil apresenta projeto do 1º hospital inteligente do SUS ao banco do BRICS  
  Publicado em 18 de Janeiro de 2026  
 
   
 
 
 
Brasil apresenta projeto do 1º hospital inteligente do SUS ao banco do BRICS

Fonte: BRICS - Foto: Alexandre Brum/BRICS Brasil - Ministérios da Ciência e Tecnologia e da Saúde apresentam projeto de US$ 320 milhões para modernizar a saúde pública

 

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Ministério da Saúde (MS) apresentaram ao Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), ligado ao bloco do BRICS, o projeto para construção do primeiro hospital inteligente do Sistema Único de Saúde (SUS).

 

Com um financiamento de US$ 320 milhões já aprovado pela Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex), a proposta está agora sob análise da instituição financeira. O hospital será sediado em São Paulo, no complexo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

 

Intitulado Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente (ITMI-Brasil), o centro será referência em saúde digital, unindo tecnologias avançadas como inteligência artificial, telessaúde, ambulâncias conectadas por 5G, automação hospitalar e sistemas de gestão preditiva. O objetivo é tornar o atendimento no SUS mais eficiente, rápido, humanizado e tecnológico.

 

“O ITMI não será apenas um hospital; é o reflexo de um país que investe em ciência, cuida de seu povo e corre para se colocar na vanguarda da medicina global. O MCTI reafirma seu compromisso com esta jornada, porque acreditamos que o futuro da saúde é inteligente, público, universal e é nosso”, afirmou a ministra Luciana Santos. O MCTI integra o Grupo de Trabalha formado para realizar a implantação do projeto.

 

A unidade hospitalar ocupará uma área de 150 mil m², com padrões internacionais de sustentabilidade, segurança e inovação. O projeto prevê um ambiente acolhedor para pacientes e profissionais, com foco especial em emergência, terapia intensiva e neurologia.

 

“São 320 milhões de dólares para a gente investir e montar, não só um hospital aqui no Brasil, mas também apoiar, já na largada, 10 UTIs espalhadas em todo o país. É ter uma verdadeira política de incorporação da inteligência artificial, das novas tecnologias de informação — que estão muito sendo utilizadas na China — para o cuidado dos nossos pacientes”, reforçou o ministro da Saúde.

 

Cooperação internacional como base

O ITMI-Brasil é fruto de uma ampla articulação entre ministérios e instituições, incluindo uma parceria estratégica com a Universidade de São Paulo (USP) e o apoio técnico da China. A presidenta do NDB, Dilma Rousseff, afirmou que o projeto simboliza o futuro da saúde pública global.

 

“O projeto que está em análise pelo NDB simboliza o futuro da saúde pública global, baseado na cooperação internacional, na transferência de tecnologia e na aplicação da ciência e da inovação em benefício das populações”, disse Dilma Rousseff.

 

Durante a reunião de anúncio do ITMI, realizada no último dia 5, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, reforçou a importância do projeto para a soberania nacional.

“A saúde não é apenas um direito social, é também um eixo estratégico para o desenvolvimento do Brasil. O governo do Presidente Lula tem trabalhado para consolidar o setor como indutor do desenvolvimento econômico, fortalecendo o SUS e promovendo a soberania nacional. E, como bem sabemos, não há saúde forte sem ciência e tecnologia”, destacou a ministra Luciana Santos.

 

Investimentos no Complexo Econômico-Industrial da Saúde

Desde o início da atual gestão, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação já investiu cerca de R$ 4,4 bilhões no Complexo Econômico-Industrial da Saúde, por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), via Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), com foco em inovação e autonomia produtiva. Os aportes fazem parte das chamadas que estão dentro da Missão 2 – da Nova Indústria Brasil.

 

Além do hospital, o investimento contemplará a implantação de uma rede de UTIs inteligentes, com início em 11 unidades do SUS em diferentes regiões do Brasil. A proposta é ampliar o uso de tecnologias digitais e promover a telessaúde para um cuidado intensivo mais eficaz e integrado.

 
 

 

 

 
 
     
 

 
 
     
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