Foto: criada por IA e postada por Donald Trump - Recentemente Scott Ritter, Jr. ex-militar estadunidense e inspetor da ONU que há décadas abandonou o exército americano por discordar das políticas externas dos Estados Unidos, num dos seus podcast – com muito bom humor, lembrou que “alguém precisa dar um tapa no focinho do camelo”. Explicando que é isto que os árabes fazem quando um camelo resolve espichar o pescoço e colocar o focinho para dentro da tenda. “Se você não der um tapa no focinho dele, ele entra pra dentro da tenda e sai com ela nas costas”, complementando que “é isso que alguém precisa fazer com Donald Trump – antes que ele coloque em risco o futuro da humanidade”.
Conto esse episódio para ilustrar a difícil tarefa do presidente Lula, diante da proposta do presidente americano Donald Trump para que o Brasil entre em um novo ‘Conselho de Paz’ para Gaza.
O que fazer? Recusar a proposta de cara e dar um tapa no focinho do camelo, não é nada aconselhável – pois, estará azedando um difícil relacionamento com esse “menino” mimado que resolveu tomar na mão grande a Groenlândia para se vingar da Dinamarca que, no seu ponto de vista, não levou em consideração as oito guerras que ele parou ao redor do mundo e, surrupiou dele o “Prêmio da Paz”.
O que fazer? No meu ponto de vista, Lula deve iniciar o diálogo com Trump, dizendo a ele que não se negará a dar a sua contribuição à sua iniciativa de criar esse Conselho da Paz, desde que, ele seja um instrumento para reforçar e ajudar a Organização das Nações Unidas – jamais para dividi-la ou enfraquece-la. Deixando claro que sempre defenderá a Palestina como um Estado livre e soberano. “Minha contribuição com o Conselho será pessoal e qualquer ajuda financeira, tem que ser submetida a apreciação e aprovação do Congresso Nacional”, deve dizer, com sua característica firmeza e lucidez.
Se de fato esse Conselho for criado com a participação das grandes potências europeias, da própria Rússia, caso o Putin aceite o convite que já foi feito, acredito que o Brasil poderá participar, sem abrir mão do multilateralismo e da ONU.