Por Sérgio Ricardo, via Instagram,
A Usina de Itaipu, essencial para a energia do Brasil e Paraguai, entrou em uma nova fase de disputa geopolítica.
A revisão do Anexo C do Tratado abriu espaço para que o Paraguai busque novos mercados e maior lucro, atraindo o interesse direto dos Estados Unidos.
Essa movimentação coloca o Brasil diante de uma concorrência global inédita por um recurso que sempre foi estrategicamente regional.
O interesse norte-americano nas negociações acende um alerta sobre a soberania e o controle da energia na América do Sul.
Mudanças nos acordos podem afetar desde o preço da conta de luz no Brasil até a influência política na região.
O desafio agora é equilibrar as exigências paraguaias e a pressão externa, garantindo que os interesses brasileiros não sejam prejudicados em um cenário de disputa por poder e recursos globais.
O futuro de Itaipu deixou de ser apenas técnico e tornou-se um marco para a posição estratégica do Brasil no continente.
O resultado dessas negociações definirá quem dará as cartas no setor energético sul-americano nos próximos anos, impactando a economia e a diplomacia entre as potências envolvidas.