Por José Garcia de Souza,
presidente do Centro de Letras do Oeste do Paraná, via redes sociais,
Dizem que educação vem de berço. Eu, em parte, discordo. Penso que educação é um processo. Não só se pode, mas se deve buscar continuamente o aprimoramento educacional. Contudo, há uma educação básica que todos julgam ter, mas na verdade não têm. E há um jeito muito simples e infalível de saber, que é na hora da refeição. E aqui se poderia fazer uma extensa lista, mas cito apenas um item, que é deixar comida no prato. Deixar comida no prato é desperdício, e desperdício de comida é mais que falta de educação, é imoral, é antiético.
Chamou-me a atenção um aviso num restaurante em Foz do Iguaçu, que acho que os demais restaurantes deviam adotá-lo:
"Self service 30 reais. quem deixar comida no prato, paga 40".
EDUCAÇÃO II
Se fosse dividir em capítulos, daria um livro de mais de cem. E ainda com capítulos enormes. Se fosse eu a escrever, a escrita não teria a qualidade de um Dom Casmurro, do saudoso e grande escritor Machado de Assis, mas os capítulos seriam maiores. Mas aqui não é um capítulo, tampouco um preâmbulo. Contudo, trago mais um quesito.
A pessoa educada tem um comportamento, que é fácil de se perceber, independentemente de sua condição social, seu grau de escolaridade, ou até mesmo de sua própria personalidade. Ela parece ser portadora de um equilíbrio emocional invejável. Geralmente, é respeitosa, mede as palavras, em todo canto que vá.
EDUCAÇÃO III
Não se trata de uma trilogia, mas encerro hoje essa reflexão sobre Educação, dando um enfoque importante à condição daqueles e daquelas que são responsáveis diretos pela formação, principalmente de crianças, adolescentes e jovens. Quais são?
Todos nós, mas em especial pai, mãe, professor, professora, padre, freira, pastor e pastora.
Todos nós sabemos que educamos mais com nossas atitudes e exemplos do que com palavras.
Pensando em atitudes à mesa, como dizia no 1° texto, conto aqui um fato que muito me chocou.
Certa ocasião, fui a um casamento. O Padre foi simplesmente perfeito na celebração. Todos os casais, que ali estavam, não só relembraram o próprio casamento como, certamente, fizeram propósitos de renovarem e melhorarem os relacionamentos.
Na hora da festa, após a fila do buffet, o Padre veio e se sentou à mesa, bem do meu lado. Eu e minha esposa de um lado e outro casal do outro. O outro casal e nós manifestamos-lhe com poucas palavras nossa gratidão e alegria pela belíssima celebração por ele presidida, mas ele só meneava a cabeça, dizendo, depois de engolir uma baita montanha e duas cervejas, provavelmente em apenas 10 minutos, que estava saindo porque no outro dia precisaria se levantar cedo.
Lamento em dizer que foi como furar um balão. Cada um é cada um. Eu costumo comer bem e bastante. Nem que eu não tenha bebido,
se eu jantar bem e já me deitar para dormir só terei pesadelos.
Obs.: Comentando sobre o tema no grupo do Celeopa, o confrade Sebastião Dias, acrescentou: Aprendi com meu pai muitos jeitos, gestos e atitudes vendo como ele agia. Lembro outros que dizia não sentar à mesa com chapéu ou boné, sem camisa e sem lavar as mãos. São "hábitos" que adquiri para sempre.