Por José Garcia de Souza, presidente do Centro de Letras do Oeste do Paraná - Celeopa
Mulher, mulher!
Não consigo compreender
Tudo o que você quer.
Era assim que eu pensava
A respeito da mulher,
Só pensava no desejo,
Não pensava no direito,
Achava ser um defeito
De ela querer o que quer.
Sobre sua anatomia
De gestar a humanidade,
Alimentando a criança
Desde quando é embrião
Com carinho e afeição,
Ninguém nega essa verdade.
E com o leite materno,
Dá sustento e proteção.
E a criança tem saúde,
Aconchego e amor,
Ajudando o Criador
Na mais sublime missão.
Se tem marido e tem filhos,
Quer que pensem na partilha
Do trabalho, do lazer,
Da dor, do conhecimento
E de todo sofrimento
Pra vida ser maravilha.
A divisão das tarefas
E um lar sem violência,
São coisas que ela quer
Pra viver com alegria;
Não dispensa a fantasia,
Esta é sua ciência.
Em tudo o que ela faz,
Quer fazer com perfeição,
Quer justiça no trabalho,
Quer que entendam seu valor;
Quer respeito, quer amor
E viver em união.
Quer votar e ser votada,
Liberdade de expressão;
Quer segurança nas ruas,
Quer progresso no país,
Quer ver seu povo feliz,
Livre de corrupção.
Seja no campo ou cidade,
Quer tomar a decisão;
Quer paz e prosperidade,
Quer que toda a humanidade
Seja feliz de verdade
Com amor no coração.
Mulher, mulher!
Agora já compreendi
Tudo o que você quer.
(Autor: José Garcia de Souza)