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  A PONTE INVISÍVEL – O próximo passo é onde o silêncio respira  
  Publicado em 18 de Março de 2026  
 
   
 
 
 
A PONTE INVISÍVEL – O próximo passo é onde o silêncio respira

“Por que você não me convidou para esse evento? Adoro conhecer gente, em especial nesse ambiente, onde a semente que brilha é a palavra.”

 

O nosso espaço cultural de hoje, é dedicado à nossa amiga e escritora Luciana Carreira. Um ser de luz que habita entre nós e faz das palavras, verdadeiros faróis que nos iluminam por dentro e “como raízes silenciosas nos ajudam a atravessar o tempo com dignidade como escuta; não promessas, mas caminho”, como está na apresentação desse belíssimo trabalho.

 

Ontem (16), logo após ler a nossa matéria sobre a Diplomação dos Acadêmicos do CELEOPA – disparou: “Por que você não me convidou para esse evento? Adoro conhecer gente, em especial nesse ambiente, onde a semente que brilha é a palavra.”

 

Com o título:  A PONTE INVISÍVEL - O próximo passo é onde o silêncio respira – Luciana Carreira – Santo André – SP, nos brinda com uma publicação independente lançada esse ano. Vale apena conferir. Acredite! Você vai ler e reler, se deliciar e até presentear as pessoas que você mais gosta e quer vê-los crescerem com a Luz do Saber entranhada no seu próprio Ser. A seguir, uma pequena pitada do que está nas suas 108 páginas de pura magia em forma de poesia.

 

Agradecimentos

 

Agradeço à vida, como experiência vivida,
feita de pausas, silêncios e retomadas...

Foi ela quem sustentou o caminho
quando avançar pedia mais escuta do que movimento.

 

Sou grata a tudo o que foi vivido,
aos instantes leves e aos dias difíceis.

 

Nada aqui nasce do excesso,
mas da atenção ao que permaneceu.

 

Aos familiares que cuidaram do corpo e da travessia emocional,
quando a palavra faltou, meu reconhecimento.

 

Gestos silenciosos sustentaram o caminho
quando o avanço era quase imperceptível.

 

À escrita, que preservou o movimento na pausa,
minha gratidão.

 

Aos leitores, que completam este livro com escuta.

Por fim, agradeço a mim mesma, por continuar.

 

Com gratidão.

 

 

Sonhar

Uma ponte invisível entre sentir e seguir

 

O sonho é leve,
quase um sussurro,
um sopro que nos encontra
quando a vida pesa.

 

E, ao vivê-lo,
aprendemos a desejar
a própria lucidez de sonhar,
como se o sonho
se abrisse em camadas calmas
dentro de nós.

 

Sonhar é voltar ao sonho,
é tocar o que não se vê
com a alma desperta
e perceber o mundo cintilar
num instante breve,
suficiente.

 

Há algo de estranho
e bonito nisso:
tocar o que não tem forma,
sentir o possível nascer
no coração do improvável.

 

Porque o sonho é ponte —
entre o desejo e o sentir,
entre o passo e o caminho.

 

Uma luz pequena,
constante,
que ensina, com delicadeza,
a continuar.

 

E talvez seja isso:
existir com leveza,
atravessar o agora
com os olhos abertos,
sabendo que o sonho
não termina aqui —
ele apenas muda de margem
e nos chama
para o próximo passo.

 
 

 

 

 
 
     
 

 
 
     
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