Por João Maria Teixeira da Silva
Ao lembrar o dia 28 de fevereiro, quando de forma direta se iniciou este conflito contra o Irã, com o episódio em que o líder supremo Ali Khamenei e todos os seus assessores próximos foram assassinados pelo pelos atos e ações comandadas por Donald Trump e de Benjamin Netanyahu, é impossível não visualizar toda a ira satânica da mais baixa degradação humana soprando fogo pelas ventas contra uma das mais antigas civilizações do mundo – o povo persa.
O que faltou a esses “líderes” mundiais sedentos de petróleo e poder? Com certeza absoluta foram as aulas de filosofia – a nobre arte que ao lado do Conhecimento Espiritualizado do Mestre dos mestres, tem inspirado e harmonizado a outra face da humanidade.
O que estamos vendo nesta insensatez americana de atacar a República Iraniana? Pura ignorância! Trump, pelo visto, atrelado a Benjamim por motivos inconfessáveis, foi forçado a “decapitar” as lideranças iranianas, assassinar sem o menor pudor crianças e mulheres, destruir hospitais, escolas e praticamente toda a estrutura milenar “persa”. No ataque em que mais de 150 crianças menores de 12 anos de idade perderam a vida, por exemplo, usou um míssil Tomahawk - ou seja, fez questão de deixar as suas digitais e qual o ímpeto que o move como líder mundial.
Como explicar uma insensatez como essa de transformar um Ministério de Segurança em um Ministério de guerra? A única explicação é que eles faltaram as aulas de filosofia. Trump que já disse várias vezes que a sua maior glória é conseguir o Prêmio Nobel da Paz, nunca deve ter ouvido falar, por exemplo, que “honra e glória são irmãs gêmeas; porém, a honra é a irmã mortal da imortal glória”, como descreve brilhantemente o filósofo alemão Arthur Schopenhauer – acrescentando que: “todos podem aspirar à honra; à glória, só as exceções, porque não pode ser alcançada senão através de realizações excepcionais”.
Em sua monumental obra – “Aforismos para a Sabedoria de Vida”, nos lembra que “essas realizações podem ser atos ou obras; são os dois caminhos para a glória. Um grande coração é uma qualificação especial para o caminho dos atos, enquanto uma grande mente nos abre o caminho das obras.”
Se não tivessem faltado as aulas de filosofia, saberiam que as obras, “são imortais em si mesmas e, especialmente se forem escritas, pode sobreviver através das eras”, assim como a “civilização persa” que já tentaram destruir por diversas vezes. “O feito mais nobre tem apenas uma influência temporal, enquanto a obra de gênio vive e tem um efeito benéfico e edificante para todo o sempre. De Alexandre o Grande nos resta somente o nome e os registros; porém, Platão e Aristóteles, Homero e Horácio, em si mesmos, ainda existem, vivem e têm um efeito direto”, ensina.
A decapitação de Ali Khamenei foi o maior erro desta dupla, cuja mente só vê pela frente petróleo, dólar e poder. O mundo todo sabe que o Irã só não possui um artefato nuclear atualmente porque “Ali Khamenei, o Líder Supremo do Irã, apesar de não inserir diretamente na Constituição uma cláusula sobre artefatos nucleares, “ele emitiu uma fatwa (um decreto religioso) no início dos anos 2000, que posteriormente foi reafirmada em diversas ocasiões, proibindo a produção, armazenamento e uso de armas nucleares, classificando-as como um "pecado" e ações "anti-islâmicas".
E hoje com o seu assassinato? Algo precisa ser feita com urgência, urgentíssima. A nação mais poderosa do mundo com um potencial atômico capaz de destruir a vida sobre a Terra, tem hoje no comando um ser que sente prazer em substituir o verbo “matar” por “obliterar”. Não tem o menor respeito pela democracia e muito menos pela Suprema Corte de Justiça do seu país e, pelo visto, seus assessores mais próximos como o Secretário de Guerra, entre outros, também desprezam o que pode advir do cérebro, não ouvem o silêncio profundo do coração – tomam decisões ouvindo ímpetos intestinais - desprezam a própria razão.
Alguém precisa ajuda-los! A minha sugestão é que o presidente Lula, use o seu prestígio, a sua respeitabilidade reconhecidamente como líder mundial, pegue o telefone e ligue para o Trump e diga: “abra espaço na sua agenda – precisamos conversar. A intenção é levar ajudar – estamos todos no mesmo barco – democracia rima com diplomacia, vamos dialogar.
A intenção é ajudar. Uma das sugestões já posso adiantar para sair dessa enroscada em que se submeteu. Faça um pronunciamento à nação dizendo que foi enganado pelos seus assessores e que, nunca teve a intenção colocar em risco a sobrevivência da humanidade com esse conflito sem noção”.
Voltando ao texto, quando falo sobre honra e glória, “evidentemente que estamos falando da glória mais elevada, da glória verdadeira e genuína”, citada por Schopenhauer. “Enquanto a honra é limitada pelo conhecimento que se tem a nosso respeito, a glória vai além, e faz com que sejamos conhecidos sempre que possível”, assim como o Presidente Lula é visto aos olhos do mundo civilizado como alguém que luta pela Paz entre os povos.
Ainda sobre honra e glória, como não relembrar o belo exemplo de força e coragem que o jovem Donald Trump deu ao seu país, quando convocado para defender o seu país na guerra do Vietnam? Como esquecer isso? Como esquecer de que conseguiu na época, um atestado médico de que tinha “deformação” nos pés (esporões) – o que o impediu de ir para a linha de frente?
Como não citar que recentemente fez um pronunciamento para as paredes da Casa Branca que os seus assessores não deixaram vir a público, onde afirmava que: “se o Departamento de Guerra quiser mandar os fuzileiros navais para o Golfo, para reabrir o estreito de Ormuz, eu quero estar junto nesse moedor de carne e morrer por uma causa nobre pelo meu país”.
Ironias a parte, mas isso me lembra uma história antiga – onde não se recorria à Justiça para defender a honra – mas sim, aos duelos com espada ou arma de fogo, fazendo um contraponto com o que disse Trump recentemente: “Vamos fazer o Irã retroceder a idade da pedra”.
Mesmo nessa época em que ele a chama da idade da pedra, já existiam pessoas lúcidas que combatiam esse tipo de estupidez. Na época em que o “Império Persa” era um dos mais poderosos da humanidade, certa vez “quando um chefe teutão desafiou Mário a um duelo, esse herói lhe respondeu de modo a entender que se estivesse cansado da vida, poderia simplesmente enforcar-se; não obstante, apresentou-lhe um gladiador veterano com o qual poderia batalhar a gosto”.
Séculos e séculos depois, em pleno século XXI, eis que estamos vendo a própria história dizendo ao “Todo Poderoso” que se acha o dono do mundo: “se queres duelar e subjugar todos os povos aos teus pés, como fez recentemente com a Venezuela, apresento-lhe o Irã, dignos representantes dos povos persas, uma das mais antigas e ricas civilizações do mundo que ao lado da China, Rússia e Cia., tem muito a nos ensinar”.