São Miguel do Iguaçu / PR -  
  O jornal   Fale Conosco
 

  Agregador mostra queda de Moro no Paraná  
  Publicado em 5 de Junho de 2026  
 
   
 
 
 
Agregador mostra queda de Moro no Paraná

Fonte: 247 – via Blog do Esmael Morais,

 

O Blog do Esmael passa a acompanhar, a partir desta sexta-feira (5), a curva das pesquisas para o governo do Paraná em 2026 com um agregador próprio, criado para mostrar a evolução dos pré-candidatos até agosto e dos candidatos depois das convenções partidárias.

 

O serviço nasce com uma função simples: tirar a leitura eleitoral do grito de torcida e colocar os números em sequência. Quando os levantamentos registrados no Tribunal Superior Eleitoral entram no gráfico, a fotografia isolada vira movimento.

 

Continue lendo no Brasil 247

A primeira versão mostra uma linha incômoda para o senador Sergio Moro (PL). Ele segue na liderança em todos os cenários já divulgados, mas a curva visual aponta queda entre o pico inicial da AtlasIntel, em março, e a pesquisa IRG, em maio.

 

Essa queda não significa derrota. Significa perda de gordura. Moro aparece como o nome mais conhecido, com voto consolidado na direita e vantagem sobre os rivais, mas deixa de transmitir a imagem de corrida resolvida quando os pontos são colocados lado a lado.

 

A vice-liderança mais constante é do deputado estadual Requião Filho (PDT). Ele não dispara, mas também não some. A linha do pedetista atravessa os levantamentos em patamar competitivo, próxima da casa dos 18% a 20%, com variação menor que a dos adversários do campo governista.

 

Esse dado importa porque Requião Filho ainda carrega a marca familiar, o voto de oposição a Ratinho Junior (PSD) e a possibilidade de se apresentar como nome do campo progressista no Paraná. A curva mostra menos explosão e mais resistência.

 

O ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca (MDB) e o deputado federal Sandro Alex (PSD) aparecem em disputa apertada. Pela leitura visual do agregador, os dois operam dentro de uma faixa de empate técnico nas pesquisas em que ambos são testados.

 

Greca tem lembrança forte em Curitiba, capital que concentra peso eleitoral e mídia. Sandro Alex tem a máquina estadual, o PSD e a bênção política do Palácio Iguaçu. Um tem recall municipal; o outro, estrutura de governo.

 

O Palácio Iguaçu, porém, lê o gráfico por outro ângulo. Governistas afirmam que Sandro Alex começou com 5% na Quaest e, em cerca de três semanas, chegou a 12,3% no IRG. Para eles, a linha vermelha ainda está no começo, não no limite.

 

A aposta do grupo de Ratinho Junior é que o eleitor ainda não associou o nome de Sandro Alex ao governo estadual. Quando a pergunta explicita o apoio do governador, segundo a pesquisa IRG, Sandro salta para 26,2% e aparece numericamente em segundo lugar, atrás de Moro e à frente de Requião Filho.

 

Esse é o ponto central da estratégia governista: transformar aprovação administrativa em voto transferido. A tese depende de campanha, tempo de televisão, presença no interior, apoio de prefeitos e repetição do vínculo entre Sandro Alex e Ratinho Junior.

 

Há um risco nessa leitura. Transferência de voto não é ato automático. Governador popular ajuda, mas não entra sozinho na urna no lugar do candidato. O agregador servirá justamente para medir se a curva de Sandro cresce por força própria ou apenas quando a pergunta entrega o padrinho ao eleitor.

 

Do outro lado, a oposição tenta fixar a narrativa de derretimento de Moro. O deputado estadual Arilson Chiorato (PT), líder da oposição na Assembleia Legislativa do Paraná e presidente estadual do PT, ironizou a queda do ex-juiz da Lava Jato e disse que, com mais tempo de campanha, Moro poderia ser ultrapassado até pelo empresário Tony Garcia (DC).

 

A frase tem função política, não estatística. Tony Garcia aparece na rabeira dos levantamentos e ainda não ameaça os primeiros colocados. Mas a provocação de Arilson mira outro alvo: quebrar a aura de invencibilidade de Moro antes da campanha oficial.

 

O calendário ajuda a explicar por que o agregador começa agora. O TSE permite convenções partidárias entre 20 de julho e 5 de agosto. A partir daí, a disputa deixa de ser uma coleção de pré-candidaturas e passa a formar chapas, palanques, vice, tempo de propaganda e alianças regionais.

 

A ferramenta do Blog do Esmael será atualizada a cada nova pesquisa divulgada e registrada, com identificação do instituto, período de campo, cenário testado e observação sobre apoio político quando a pergunta trouxer padrinhos eleitorais. Registro no TSE não basta: só entrará no gráfico levantamento com resultado público.

 

A curva, por enquanto, mostra três recados. Moro lidera, mas perde altura. Requião Filho segura a segunda faixa com regularidade. Greca e Sandro Alex disputam espaço em uma zona ainda aberta, enquanto o Palácio Iguaçu aposta que Ratinho Junior mudará a escala da corrida.

 

O eleitor paranaense verá nos próximos meses se a eleição será decidida pela dianteira inicial de Moro, pela resistência de Requião Filho, pela memória curitibana de Greca ou pela tentativa de Ratinho Junior de fabricar um sucessor competitivo. O agregador nasce para acompanhar esse movimento sem apagar a pergunta principal: quem cresce quando a campanha sai do papel e encontra a rua?

 

Leia as últimas notícias do 247

 
 

 

 

 
 
     
 

 
 
     
Publicidade

 

 


© Copyright 2025 - Direitos Reservados - desenvolvido por Oberdan.com