“Que país é esse”, diria Francelino! Diríamos que se trata da República dos Amigos do Rei. Essa história sobre a República dos Amigos do Rei me faz lembrar um Conto que publiquei neste mesmo espaço, quando um dito cujo vereador que na época exercia o cargo de Presidente – e, mais tarde ascendeu ao cargo de Prefeito...
O nome do artigo era tão sugestivo que nem vou lembra-lo aqui, pois, até hoje sinto vergonha de mim mesmo em escrever um conto tão lúcido, tão esclarecedor e no final ter a infeliz ideia de dar-lhe um título pejorativo. Passei uns seis meses me perguntando: “O que eu tenho contra um animalzinho como esse, manso, bonitinho e que não faz mal a ninguém. Ele apenas vive dentro dos umbrais da sua própria insignificância e as vezes, tendo até que circular por becos e bueiros atrás de algo que possa satisfazer o seu desejo de querer mais e mais”.
A história narrada neste conto, obra de ficção é claro, e qualquer semelhança com os tempos atuais – é pura coincidência – é sensacional. Parece até uma premonição do que viria acontecer anos depois. Prometo reconta-lo brevemente com as nuances que é imperativo da própria evolução.
Dias depois, tentando me redimir, escrevi outro artigo, conclamando-os a abandonarem aquela vida estressada e junto com os amigos da mesma espécie, cantarem aquela música do Silvio Brito: “Você precisa conhecer a minha terra... / Lá não tem guerra, nem política, nem ladrão. / Não tem partido de esquerda ou de direita, / Todo mundo se respeita, / Isso que é Constituição... / Não tem prefeito, nem banqueiro e nem juiz / E, no entanto o povo é muito feliz.
Voltando ao Nepotismo, eu me pergunto: Como a nossa sociedade aceita isso passivamente como se tudo fosse normal?
Veja que esse cidadão nomeado pelo Secretário, que vai completar no próximo mês de outubro 20 anos (ele nasceu no dia 23 de outubro de 1998), também prestou concurso recentemente para o cargo de Fiscal de Vigilância Sanitária.
A exemplo da nora do Secretário, ele também não atingiu a nota mínima de 50 pontos, para ficar entre os classificados. Sua nota foi apenas de 32 pontos e, entre ele que acaba de ser nomeado por decreto, existe uma fila de espera de mais de 50 pessoas que obtiveram nota melhor do que a dele.
A Lei é clara e depois da publicação da súmula 13 pelo STF, existe recomendação de que todos os nomeados para cargo em comissão, de confiança, direção e assessoramento ou designado para função gratificada, contratados temporariamente para prestação de serviço deverão, antes da posse ou celebração do contrato, declarar por escrito não ter relação familiar de parentesco consanguíneo, em linha reta ou colateral, ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, com a autoridade nomeante ou contratante do respectivo Poder, ou de outro Poder, bem como de detentor de mandato eletivo ou servidor ocupante de cargo de direção, chefia ou assessoramento no âmbito de qualquer poder municipal;
São alcançados por esta recomendação os cônjuges e companheiros; na linha reta ascendente pais, avós e bisavós; na linha reta descendente colateral filhos, netos e bisnetos; na linha colateral irmãos, tios e sobrinhos; (...).
