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Brasil apresenta projeto do 1º hospital inteligente do SUS ao banco do BRICS
  Data/Hora: 18.jan.2026 - 7h 33 - Categoria: Brasil  
 
 
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Fonte: BRICS - Foto: Alexandre Brum/BRICS Brasil - Ministérios da Ciência e Tecnologia e da Saúde apresentam projeto de US$ 320 milhões para modernizar a saúde pública

 

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Ministério da Saúde (MS) apresentaram ao Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), ligado ao bloco do BRICS, o projeto para construção do primeiro hospital inteligente do Sistema Único de Saúde (SUS).

 

Com um financiamento de US$ 320 milhões já aprovado pela Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex), a proposta está agora sob análise da instituição financeira. O hospital será sediado em São Paulo, no complexo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

 

Intitulado Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente (ITMI-Brasil), o centro será referência em saúde digital, unindo tecnologias avançadas como inteligência artificial, telessaúde, ambulâncias conectadas por 5G, automação hospitalar e sistemas de gestão preditiva. O objetivo é tornar o atendimento no SUS mais eficiente, rápido, humanizado e tecnológico.

 

“O ITMI não será apenas um hospital; é o reflexo de um país que investe em ciência, cuida de seu povo e corre para se colocar na vanguarda da medicina global. O MCTI reafirma seu compromisso com esta jornada, porque acreditamos que o futuro da saúde é inteligente, público, universal e é nosso”, afirmou a ministra Luciana Santos. O MCTI integra o Grupo de Trabalha formado para realizar a implantação do projeto.

 

A unidade hospitalar ocupará uma área de 150 mil m², com padrões internacionais de sustentabilidade, segurança e inovação. O projeto prevê um ambiente acolhedor para pacientes e profissionais, com foco especial em emergência, terapia intensiva e neurologia.

 

“São 320 milhões de dólares para a gente investir e montar, não só um hospital aqui no Brasil, mas também apoiar, já na largada, 10 UTIs espalhadas em todo o país. É ter uma verdadeira política de incorporação da inteligência artificial, das novas tecnologias de informação — que estão muito sendo utilizadas na China — para o cuidado dos nossos pacientes”, reforçou o ministro da Saúde.

 

Cooperação internacional como base

O ITMI-Brasil é fruto de uma ampla articulação entre ministérios e instituições, incluindo uma parceria estratégica com a Universidade de São Paulo (USP) e o apoio técnico da China. A presidenta do NDB, Dilma Rousseff, afirmou que o projeto simboliza o futuro da saúde pública global.

 

“O projeto que está em análise pelo NDB simboliza o futuro da saúde pública global, baseado na cooperação internacional, na transferência de tecnologia e na aplicação da ciência e da inovação em benefício das populações”, disse Dilma Rousseff.

 

Durante a reunião de anúncio do ITMI, realizada no último dia 5, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, reforçou a importância do projeto para a soberania nacional.

“A saúde não é apenas um direito social, é também um eixo estratégico para o desenvolvimento do Brasil. O governo do Presidente Lula tem trabalhado para consolidar o setor como indutor do desenvolvimento econômico, fortalecendo o SUS e promovendo a soberania nacional. E, como bem sabemos, não há saúde forte sem ciência e tecnologia”, destacou a ministra Luciana Santos.

 

Investimentos no Complexo Econômico-Industrial da Saúde

Desde o início da atual gestão, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação já investiu cerca de R$ 4,4 bilhões no Complexo Econômico-Industrial da Saúde, por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), via Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), com foco em inovação e autonomia produtiva. Os aportes fazem parte das chamadas que estão dentro da Missão 2 – da Nova Indústria Brasil.

 

Além do hospital, o investimento contemplará a implantação de uma rede de UTIs inteligentes, com início em 11 unidades do SUS em diferentes regiões do Brasil. A proposta é ampliar o uso de tecnologias digitais e promover a telessaúde para um cuidado intensivo mais eficaz e integrado.

 
 

 

 

 
 
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