Essa história nos foi repassada pela professora Eliane Lira. Antes de nos relatar qual seria a história, Eliane fez questão de descrever o que pensa da autora da mesma. Dizia-nos ela: “é um texto simples, mas foi escrito com muito carinho... Conheço a professora Rosane Rauber a apenas 4 meses (sou sua auxiliar no Colégio Ativa) – mas tempo necessário para afirmar que é uma pessoa cujo coração é maravilhoso, de uma generosidade extrema...”
E qual é a história?
A história que a professora Eliane, nos repassou, realmente é simples. É um relato emocionado de quem, no nosso ponto de vista, como professora não se preocupa só em dominar muitos ramos do saber e repassar conhecimento – mas sim, de alguém que procura entender a essência da educação – de quem se preocupa com os aspectos morais, éticos e espirituais.
Veja o seu texto, que carinhosamente foi “surrupiado” pela professora Eliane, com a nobre intenção de valorizar e compartilhar ações como essa que servem de exemplo para o coletivo social.
“Obrigada! Bom final de semana
Queridos colegas...
Quero compartilhar com vocês a minha tarde de ontem, confesso que não tenho passado por momentos muito agradáveis nos últimos dias, porém sexta feira pela manhã minha gastrite estava mais presente do que nunca. Um turbilhão de desafios surgindo a cada momento, quando tocou o sinal das 11h45, pensei: sobrevivi a mais um dia, porém não tinha terminado. Eis que surge uma nova notícia: não teríamos professora de educação física – e a gastrite fez festa chegava até a minha garganta, pensei: pensei se é para enfrentar vamos lá! Mesmo sem saber para que lado a bola rola.... Coloquei meu companheiro tênis e fui para o colégio Dom Pedro II.
Enquanto fazia a fila e a oração com os alunos ia pensando em quem poderia me auxiliar... Logo após perguntei: quem sabe apitar jogo? Com humildade e timidez extrema surge o nosso aluno Ricardo, cadeirante do 6º ano.
Aluno esse que tínhamos tanto receio em colocá-lo em uma turma de 6º ano com 18 anos de idade e um passado que inspira cuidados.
Fiquei encantada com o domínio, a dedicação do Ricardo e o respeito que os alunos demonstravam para com ele.
Queridos colegas de trabalho - a visão que eu tive era de que o nosso aluno, naquela tarde, havia deixado de ser cadeirante, tamanha sua desenvoltura em quadra.
A minha gastrite me abandonou, acredito que foi durante a tarde, não percebi quando ela me deixou, concluímos nosso trabalho.
Então, ao meu retorno para casa, passei no mercado e comprei uma garrafa de vinho, encomendei uma pizza e compartilhei minha agradável tarde com meu marido e minha filha”.
Lindo, muito lindo.