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Seminário Social com o tema Fraternidade e superação da violência revela: a falência do sistema atual e o que estamos fazendo com a nossa juventude...
  Data/Hora: 3.fev.2018 - 9h 13 - Colunista: João Maria  
 
 
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Fazendo parte da Campanha da Fraternidade de 2018, realizou-se ontem (02), no auditório do Salão de Eventos da UNIGUAÇU FAESI, O Seminário Social com o tema Fraternidade e Superação da Violência, promovido por representantes da Sociedade, Igreja e Estado (Coordenação de Evangelização; Cáritas Diocesano; GGIM – Gabinete de Gestão Integrado de Foz do Iguaçu; Polícia Federal; Secretaria de Segurança Pública; Conselho de Leigos, Conic e Unioeste).  

 

Entre os presentes, autoridades e lideranças dos seis municípios da região (São Miguel, Serranópolis, Missal, Medianeira, Itaipulândia e Santa Helena). Entre os palestrantes o investigador Stanley Alves, que apresentou números e estatísticas da criminalidade na região e no estado; e o advogado criminalista Jaime Luiz Remor e o Pe. Fábio Welter, que discorreram sobre o tema Fraternidade e a superação da violência.

 

Após fazer um breve relato de como nasceu a Campanha da Fraternidade no ano de 1964, o Pe. Fábio Welter da Paróquia de Santa Helena, apresentou a motivação do tema para 2018. “Um dos principais dados para a escolha deste tema foi o aumento dos índices da criminalidade no país. Com apenas 3% da população mundial temos 13% da taxa de homicídios no mundo”, revelou, ressaltando ainda que paralelo a estes índices desenvolveu-se a indústria da segurança (quem paga tem proteção – falsa sensação) e consequentemente o crescimento do isolamento social com o clima de medo e desconfiança.

 

Na visão da Igreja, faltam vozes para mapear a superação da violência, bem como à forma sensacionalista como os meios de comunicação, entre os quais a televisão tem abordado esse tema, só tem agravado a situação, lembrando que uma das origens é “a disputa pelo Poder e pelo dinheiro”.

 

Lembrou que o objetivo deste Seminário é construir a Fraternidade, promovendo a cultura da paz, da reconciliação e da justiça, a Luz da Palavra de Deus, como caminho para superação da violência. “A violência nunca constitui uma resposta justa, a violência é inaceitável como solução para os problemas, a violência não é digna do homem. A violência é mentira que se opõe a verdade da nossa fé, à verdade da nossa humanidade”, ressaltou.

 

O investigador Stanley Alves, representando o CAPE – Coordenadoria de Análise e Planejamento Estratégico da Secretaria de Segurança Pública, setor responsável em mapear e acompanhar os registros da criminalidade e repassar as informações das áreas mais sensíveis aos gestores apresentou números e estatísticas.

 

Segundo Stanley, essa análise e mapeamento criminal de cada ponto do Paraná são feito por policiais civis e militares, qualificados nas áreas de Administração, Geografia, História, Gestão Pública, Estatística, Engenharia e Direito.

 

“Hoje, através dos BOU – Boletim de Ocorrências Unificadas, temos 8.764.429 boletins cadastrados em nosso banco de dados, sendo que destes, 5.177.092, são boletins criminais, onde temos a descrição do fato criminoso, a descrição do local do crime, a qualificação de pessoas e registros de provas encontradas. Os demais são registros de outras ocorrências, como acidentes de trânsito”, descreve, acrescentando que destas ocorrências resultou em 9.528.132 pessoas identificadas.

 

Quando os números são apresentados por faixa etária, gênero e escolaridade nos mais variados tipos de crimes (furto, roubo, tráfico de drogas etc.), é que vemos o tamanho do “buraco da bala”. A maioria esmagadora são cometidos por jovens de 12 a 17 e de 18 a 24 anos de idade, cujo grau de escolaridade é mínimo.

 

Com relação ao número de homicídios dolosos, o que mais assusta são os números. Entre 2016/2017, por exemplo, tivemos 35 homicídios nesses seis municípios, sendo que destes, dezoito, mais da metade foram em São Miguel do Iguaçu. Em segundo lugar, vem medianeira com cinco e empatados estão Santa Helena, Itaipulândia e Missal com apenas três homicídios.

 

“Não podemos admitir que um país como o nosso tenha 60mil homicídios por ano. Nem mesmo os países que vivem em guerras constantes apresentam esses números. Isso prova que o nossos Sistema de Segurança precisa ser revisto. O que temos é Insegurança”, pontifica Stanley.

 

Vale ressaltar que em 2015, tivemos apenas 03 homicídios em São Miguel do Iguaçu. O que houve? Somente uma força tarefa envolvendo MP e os demais órgãos de Segurança poderá nos dar uma resposta rápida para esses números assustadores.

 

O advogado criminalista, Jaime Luiz Remor, para ressaltar ainda mais o clima de insegurança que estamos vivendo, lembrou a recente chacina do Ceará, onde bandidos atiraram e mataram 14 pessoas. “Essa é uma tragédia que revela a nossa total insegurança. Uma realidade que alcança as nossas cidades e as nossas famílias”, salientando que dessas 14 vítimas, apenas 03 tinham passagem pela polícia.

 

“O que a população pode fazer para combater esse mal? Como admitir que uma população pacífica e ordeira como a de São Miguel, aonde a maioria veio do Rio Grande do Sul, possa conviver com um número tão elevado de homicídios em seu meio?”, se perguntou, para em seguida reforçar que Segurança Pública, é um problema muito mais sério do que se imagina.

 

“Com o aumento das taxas de criminalidade, temos o aumento da sensação de insegurança, superlotação nos presídios, rebeliões e fugas. Por que tudo isso acontece? Que democracia é essa”, lembrando a nossa ineficiência preventiva – destacando como possíveis causas a morosidade judicial no julgamento dos processos, a investigação deficitária (falta meios) e a degradação do sistema de internação/presos (ressocialização).

 

“Não dá para admitir, por exemplo, que um cidadão, um pai de família, um trabalhador que nunca cometeu nenhum crime e, por uma infelicidade qualquer cometa um deslize e vá parar por seis meses ou um ano atrás das grades possa ficar ao lado de criminosos perigosos. O que vai acontecer com ele? Ele será cooptado pelas facções organizadas que no primeiro momento irão oferecer-lhe segurança lá dentro - e depois, cobrar dele prestação de serviço aqui fora”, admite, demonstrando a degradação do sistema de internação.

 

Para reforçar esses dados e demonstrar o caos em que se encontra a situação carcerária no Brasil, lembrou que os dados de 2016 apontam que tivemos 726.712 encarcerados. “Vale ressaltar que o sistema penitenciário só existe vaga para 368.000. Um déficit de 358.000. Como vivem esses presos?”, se perguntou, lembrando que nessas condições, o Brasil está ranqueado mundialmente no 3º lugar.

 

O Estado do Paraná, em 2016, tinha no sistema prisional 51.700, sendo 30.000 encarcerados e 21.700 cumprindo medidas alternativas com um déficit de 4.627 vagas.

 

“Vejam que a questão é muito mais séria do que se possa imaginar. Não podemos ficar de braços cruzados. Parabéns aos organizadores dessa Campanha que visa tornar pública essa realidade. Não podemos simplesmente deixar somente nas mãos do poder público. A nossa Constituição, Artigo 144, lembra que “a Segurança Pública, dever do Estado, - mas também, direito e responsabilidade de todos...”.

 

Finalizando, lembrou o que disse recentemente o delegado de polícia do Ceará, Arquimedes José Melo Marques: “Aos olhos do povo, parece ser a polícia a única responsável pela segurança da sociedade, quando em verdade tem essa instituição somente a função mais árdua de todas, vez que atua na linha de frente em prevenção ao crime ou na garimpagem de criminosos e na execução das leis penais, a fim de torna-las efetivas e exigir o cumprimento das regras sociais e solucionar os seus conflitos. Assim, durante muito tempo a problemática da segurança pública foi vista apenas como questão de ordem absoluta da polícia, regida e orquestrada pelo governo estadual e federal, sem participação alguma de qualquer segmento da sociedade”, pontificou. 

 

Padre Leonardo que ao lado do Padre Paulo estiveram recepcionando os convidados

 

 

 

 
     
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