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Flagelo das chuvas
  Data/Hora: 24.mar.2020 - 14h 34 - Colunista: Cultura  
 
 
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Por,  João Baptista Herkenhoff

         Juiz de Direito aposentado (ES) e escritor - Email – jbpherkenhoff@gmail.com

 

Foto: Agência Brasil/Internet - As chuvas estão  flagelando o Espírito Santo.

Outros Estados da Federação também estão sofrendo com drama semelhante.

 

No território capixaba, cerca de dez mil pessoas estão fora de seus lares por causa das chuvas.

 

Dez pessoas perderam a vida como decorrência das inundações.

 

Em Cachoeiro de Itapemirim, minha cidade natal, as águas invadiram a Rua Vinte e Cinco de Março e a Praça Jerônimo Monteiro, ou seja, o coração da cidade.

 

Quando eu era criança, não sabia que as enchentes desabrigavam pessoas.

 

Só era capaz de enxergar o lado divertido das chuvas inundando as ruas e permitindo que lançássemos na água barcos de papel.

 

As enchentes, em dimensão de tragédia, não são casuais, nem são aceitáveis.

 

Resultam de um desequilíbrio da natureza ocasionado por sucessivas agressões ao meio ambiente.

 

Desejo citar neste artigo dois servidores da causa ambientalista.

 

      O primeiro que reverencio é Amaro Simoni, precursor da Ecologia.

 

      Defendeu a preservação da vida marinha presente nos mangues, com olhos para a harmonia do meio ambiente em geral.

 

Despojado, na vida pessoal, sua humildade tinha absoluta coerência com sua vocação de servidor do humano através da reverência à natureza.

 

O segundo que homenageio é Maurílio Coelho, o criador da fábrica de pios de Cachoeiro de Itapemirim.

 

Essa fábrica completou centenário. Foi a primeira fábrica do gênero, em todo o mundo.

 

O nome de Maurílio Coelho merece figurar numa lista-símbolo pela beleza e criatividade dos pios.

 

Os pios de Maurílio Coelho são pios melódicos, que descansam, que relaxam, que levam o ser humano a penetrar no mistério da vida e no mistério de Deus.

 

Através da sonoridade dos pios, as crianças chamavam os passarinhos e os acariciavam.

 

Os pios estabeleciam um elo de amor entre crianças e passarinhos.

 

Esse elo nos lembra São Francisco de Assis que conversava com os passarinhos.

 

Preservar a Natureza é uma atitude de Humanismo, em oposição aos que fazem do dinheiro um deus.

 

Se a tragédia das enchentes nos entristecem, um fato nos alegra – está havendo grande solidariedade aos que foram atingidos pelas cheias dos rios.

 

Centenas de pessoas estão ajudando a resgatar outras pessoas em perigo.

 

Esforços imensos estão sendo feitos para salvar bens domésticos que não foram arrastados pelas correntezas.

 
 

 

 

 
 
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