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A Imunidade Coletiva
  Data/Hora: 3.nov.2020 - 15h 21 - Colunista: Cultura  
 
 
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Por Mario Eugenio Saturno, 

 

A crise da Covid-19 foi um evento inesperado para toda a humanidade. O mais surpreendente foram e são as falácias e crenças de lideranças estultas: seria uma gripezinha, a imunidade de rebanho, a cloroquina. A estupidez não tem limites.

 

E com o surgimento da segunda onda da doença, Manaus volta a ser destaque no cenário nacional. Em entrevista, o secretário da saúde já negou que a cidade esteja entrando na segunda onda. Considerando que esteve em um máximo de 555 casos por dia em média diária móvel de 14 dias, por um mês, caiu para cerca de 230 por três meses e, agora, em outubro, está acima de 400 casos. Para os padrões brasileiros, é uma segunda onda. Lembremos que as autoridades amazonenses acreditavam que o calor protegeria a região, não prepararam os hospitais, nem os cemitérios e vimos o caos que foi.

 

Curiosamente, a imunidade coletiva voltou a ser citada em setembro, quando um estudo científico apontou que 66% dos moradores de Manaus já teriam anticorpos para a Covid-19, o que faria da cidade a primeira no mundo a alcançar imunidade coletiva. A pesquisa da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) já foi desmentida pelos fatos de outubro.

 

O contágio de uma doença acontece quando um contagiado transmite por proximidade ou contato o vírus ou bactéria, por tosse, por exemplo, e esse novo infectado passa a contaminar outros. Quando uma grande quantidade de pessoas já teve a doença ou recebeu uma vacina, ela para de contagiar outros por falta de pessoas sãs. Como se vê, a imunidade coletiva ou de rebanho é uma imunidade indireta, não significa que os que não foram contagiados ou imunizados não pegarão a doença eventualmente. O grande problema é saber quantos precisam ser infectados para parar o contágio.

 

Os cientistas Arnaud Fontanet e Simon Cauchemez do Instituto Pasteur da França, no artigo científico "COVID-19 herd immunity: where are we?" e Haley E. Randolph e Luis B. Barreiro da Universidade de Chicago, no "Herd Immunity: Understanding COVID-19" apresentam alguns cálculos para se atingir a imunidade de rebanho.

 

O Reino Unido apostou nessa tese até a quantidade de mortos escalar assustadoramente. E mesmo o primeiro-ministro pegou a Covid e passou mal, quando recuou e aderiu ao "lockdown". Agora, na segunda onda, declararam o "lockdown" por quatro semanas e o primeiro-ministro reconheceu que se tivessem tomado essa decisão 40 dias atrás, seria de duas semanas. E afirmou que se não houver adesão, os prejuízos econômicos serão piores.

 

Como a tese da imunidade de rebanho continua fixa na cabeça de alguns governantes,

80 cientistas declararam essa ideia como sendo uma falácia perigosa e sem evidência científica em uma carta aberta publicada na revista médica The Lancet.

 

Os pesquisadores advertem que abandonar as medidas de controle aumentaria a mortalidade em toda a população, afetaria a economia irreversivelmente, prolongaria a epidemia e paralisaria a Saúde. E a diretora científica da Organização Mundial da Saúde (OMS) estimou que cerca de 77 milhões de pessoas morreria.

 

Mario Eugenio Saturno (cientecfan.blogspot.com) é Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e congregado mariano

 
 

 

 

 
 
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