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O satélite Aqua da Nasa
  Data/Hora: 11.mai.2021 - 19h 14 - Colunista: Cultura  
 
 
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Por Mario Eugenio Saturno, 

 

Em 4 de maio de 2002, o Satélite Aqua da NASA fora lançado. A comemoração deste projeto despertou-me excelentes lembranças. Assim que retornei ao INPE, no início de novembro de 2000, após quatro anos de uma grande experiência política, fui realocado na minha antiga Divisão de Eletrônica, no grupo de computação de bordo de satélites, mas logo fui convidado pelos gerentes Eduardo Santana e Marcos Quintino para ingressar no grupo da Gerência de Satélites.

 

O gerente Santana expôs-me um grande problema que o INPE enfrentava no Projeto Aqua da NASA, que o Brasil e o Japão faziam parte também. O INPE era responsável pelo instrumento HSB (Humidity Sounder for Brazil) e o equipamento de teste utilizado estava apresentando problemas de funcionamento e não dispunha de reserva, o que motivou o gerente a convidar-me para desenvolver um novo equipamento de teste.

 

A participação do Brasil em um satélite de US$ 1 Bilhão era o início de uma cooperação com a NASA que incluía a participação na Estação Espacial e o envio de um astronauta brasileiro. Foi o resultado do respeito que o Brasil adquirira nos anos anteriores e tornou nosso país atraente para diversas agências, como da China, da Europa (ESA), e dos Estados Unidos (NASA).

 

Cabe ressaltar que a participação brasileira era bastante modesta. O sensor de umidade HSB foi resultado do acordo de cooperação técnica e científica entre a NASA e a AEB, Agência Espacial Brasileira. Foi construído pela empresa inglesa Matra Marconi Space, com a participação da empresa brasileira Equatorial Sistemas. Custou US$ 11 milhões.

 

O gerente responsável pelo instrumento brasileiro no satélite da NASA, Vicente Damasceno, queria que eu ficasse em Los Angeles por dois meses, desenvolvendo o equipamento e colaborando com os testes do satélite, uma vez que eu já tinha experiência disso adquirida nos satélites SCD e CBERS. Porém, o gerente Quintino previa o início do Satélite de Sensoriamento Remoto (depois chamado de Amazônia-1) e não concordou em perder o responsável pelos computadores de bordo por tanto tempo. Acertamos que eu desenvolveria no Brasil e iria a Los Angeles instalar o equipamento no sistema. E assim foi.

 

É difícil descrever como é trabalhar em um projeto tão caro e que produziria enorme quantidade de dados, que o Brasil adquiriria por apenas 1% do custo. Retornei a Los Angeles (depois de 9 anos do SCD-1) em 19 de maio de 2001, um sábado. Na segunda-feira, iniciamos a instalação do sistema e, claro, não funcionou.

 

Na terça-feira, chamaram o expert Scott Gobe, que nos orientou a configurar o equipamento para a rede da TRW. Memorizei seu nome porque foi curioso e engraçado: ele pediu permissão para olhar como eu configurava e ficou muito impressionado porque em Pascal bastavam duas linhas de programa, “only two lines?”, enquanto em C era quase uma página, coisa que eu já sabia. Em poucos dias fizemos o equipamento funcionar na rede, ainda bem porque fui informado que na segunda-feira seguinte seria feriado, mas na quinta-feira param de trabalhar. E há quem fale mal de da mania do brasileiro emendar feriados...

 

Mario Eugenio Saturno (cientecfan.blogspot. com) é Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e congregado mariano

 
 

 

 

 
 
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