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Muita emoção e homenagens marcam a reinauguração da UBS na comunidade Santa Rita
  Data/Hora: 18.jul.2022 - 16h 58 - Categoria: São Miguel do Iguaçu  
 
 
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Da Assessoria - O Governo Municipal de São Miguel do Iguaçu realizou no final da tarde de sexta-feira, 15, a reinauguração da Unidade Básica de Saúde (UBS) da comunidade Santa Rita, nomeada UBS Maria Peron Kestring. O ato contou com presença de um grande público e foi marcado por muita emoção e homenagens!

 

Na unidade foi executada uma obra de ampliação de 46,39 m² da área total, passando de 32,76 m² para 79,15 m². A obra consistiu em demolir a cobertura com laje e criar novos ambientes com esterilização, descontaminação, circulação, DML, dois banheiros, consultório, espera, copa e farmácia, com estrutura de concreto, alvenarias e acabamentos, cobertura com telha cerâmica e forro PVC, instalações hidráulicas e elétricas, aberturas e pintura geral da edificação.

 

A obra, que teve um investimento de R$95.480,04 (noventa e cinco mil quatrocentos e oitenta reais e quatro centavos) começou ainda em 2020, após emendas impositivas dos vereadores Boaventura Manoel João Motta e Silvio Marcos Murbak, na legislatura passada, sendo concluída pela atual gestão.

 

A secretária de Saúde, Eloni Terezinha Conzatti de Queiroz, relatou a importância da UBS para a rede pública do município, pois vai facilitar o atendimento dos moradores, não só da Santa Rita, como também das comunidades próximas.  ‘Um momento emocionante, que oficializa a finalização da obra dessa unidade que vai ser muito importante para o sistema de saúde, pois vai ajudar a atender os moradores dessas comunidades aqui da região, que fica distante do perímetro urbano da cidade’, destacou.

 

A emoção tomou conta dos presentes. Entre as homenagens, esteve a leitura do histórico da homenageada que está denominando a UBS: Maria Peron Kestring. Falecida há 49 anos, em 1973, aos 37 anos de idade, ela fez a diferença na comunidade e região sendo parteira, com a realização de aproximadamente 500 partos em um período de 8 anos.

 

A denominação da unidade foi efetivada por meio da Lei Nº 3.381/2020, de 11 de setembro de 2020, de autoria do então vereador Boaventura Manoel João Motta. ‘Uma justa homenagem, que teve o apoio de toda comunidade, para uma mulher que fez toda a diferença!’, explicou o autor, hoje prefeito do município.

 

Um dos filhos da homenageada, Nadir Kestring, destacou a emoção dos familiares e falou do importante papel da mãe para a saúde da comunidade.  ‘Uma grande alegria para nossa família receber essa homenagem. Ela sempre trabalhou para ajudar a todos, sem se importar com quem. E pelo que ela realizou nada mais justo que a unidade de saúde receber o seu nome!’, relatou.

 

Outro grande momento de emoção foi quando os filhos da homenageada realizaram a entrega de uma lembrança, uma foto do casal Maria e Cirineu, para os presentes que haviam nascido pelas mãos da parteira e também para alguns pais que tiveram ajuda dela no parto.  ‘Resolvemos entregar essa lembrança como forma de lembrarmos sempre da memória da nossa mãe e para que esses nossos amigos, que nasceram com ajuda dela, possam dividir com nossa família essa linda história’, destacou uma das irmãs.

 

 

HOMENAGEADA

Segunda filha de Vicente e Augusta Peron, Maria Kestring nasceu em 1935, na cidade de Orleans, Santa Catarina. Aos cinco anos, em 1940, se mudou para a cidade que hoje é denominada Mirim Doce, também Santa Catarina, onde aos 18 anos se casou com seu marido Cirineu Kestring.

 

O casal possuía uma ‘venda’, hoje conhecida como mercearia e o marido também ocupava-se com a compra e venda de arroz para a família urbano.

 

Em 1965, após ouvir do cunhado e outros familiares que residiam em São Miguel do Iguaçu as maravilhas desta terra e as qualidades do solo desta região, resolveram mudar-se para São Miguel, onde adquiriram uma área de 30 alqueires de terra na comunidade Santa Rita, onde tiverem mais 3 filhos. Em 1973, aos 37 anos, veio a falecer, grávida do décimo filho.

 

E nestes oito anos em que viveu em nosso município ela pôde fazer a diferença!

 

Quando aqui chegou, grávida de 6 meses do sétimo filho, deparou-se com uma região sem estrutura na área da saúde, visto que o município ainda era jovem. Ao acompanhar o parto de sua prima Laudelina Kestring, vizinha da comunidade, realizada por um médico conhecido como Dr. Pedro, parto difícil, o qual se estendeu por muitas horas, indagou o referido doutor o porquê não aplicar uma injeção para induzir o nascimento da criança e ouviu como resposta que ele não trazia esta injeção e nem aplicava, pois os pacientes eram pobres e na maioria das vezes ficava sem receber pelo custo das mesmas.

 

Devido a esta situação, ela resolveu se preparar melhor para se tornar uma parteira voluntária, pois além de sentir que poderia ajudar muita gente com esse trabalho, tinha na família a tradição e o dom de ser parteira, visto que sua avó paterna Albina Peron e sua irmã Otilia Peron Socrepppa também desenvolviam essa função nas comunidades onde residiam em Santa Catarina. Muitas e muitas vezes acompanhou a sua irmã nos atendimentos e percebeu que também tinha a vocação para a atividade.

 

Adquiriu então os materiais necessários e começou a atender. Visitava constantemente a sua prima Matilde Peron Del Castanhel, que era parteira na comunidade São Jorge, para trocarem ideias e experiências, nutrindo ainda uma grande amizade.

 

A atividade era desenvolvida com muito amor e carinho. Não se importando com horário, caminho, meio de transporte, nem as condições de tempo.

 

Muitas e muitas vezes levantou de madrugada no inverno frio e chuvoso e foi a pé, por carreadores e picadas no meio do mato, para atender mulheres em trabalho de parto. Além disso, ela costumava voltar para a casa das pacientes dois ou três dias depois para acompanhar o estado de saúde da mãe e da criança. Tinha muita disposição e contava sempre com o apoio incondicional do marido Cirineu Kresting.

 

Quando em 1967 o Ministério Público começou a restringir a atividade de parteiras, exigindo formação para exercer a atividade, Maria Kestring não desanimou! Prontamente decidiu se especializar indo várias vezes até a cidade de Matelândia fazer o curso.

 

De acordo com levantamento, calcula-se que mais de 500 crianças nasceram pelas suas mãos durante os 8 anos que desempenhou a atividade. A dedicação era tanta, que de todos os atendimentos que fez, somente duas vezes as crianças vieram a óbito, isso devido a não ter conseguido chegar a tempo para realizar os procedimentos.

 

Vale salientar que Maria Peron Kestring convivia com sérios problemas de saúde, se queixava de dores de cabeça intensas, motivo esse que a levou a óbito anos mais tarde. Mas, mesmo assim, não deixava de atender a comunidade com amor e dedicação.

 

Muitos relatos apontam que ela fazia ou levava as roupinhas que não serviam mais para as crianças que eram atendidas por ela. A levava consigo, pois muitas famílias não tinham recursos para adquiri-las.

 

Devido ao aumento no número de partos, ficou difícil para ela custear todos os atendimentos, vindo a estipular uma pequena taxa para realização dos serviços. Porém, ela nunca negou atender os que não tinham condições de contribuir.

 

Foi relatado que, em algumas situações, ela recebia como uma espécie de troca pelo serviço a doação de galinhas, porcos, feijão ou, até mesmo, dias de serviço na propriedade da família.

 

Ficou muito reconhecida na região por essa atividade, que exerceu até um mês antes do seu falecimento, em 1973, aos 37 anos.

 

Vale salientar ainda que no dia do seu sepultamento a comoção e a presença do público muito acima do normal, demonstraram a dimensão do carinho e reconhecimento. Todos faziam questão de expressar seu carinho e sentimento pelo trabalho realizado por ela.

 

 

 
 
 

 

 

 
 
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