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Rio Water Planet vai investir R$ 10,1 milhões para assumir parque termal de Itaipulândia
  Data/Hora: 3.ago.2012 - 17h 53 - Categoria: Lindeiros  
 
 
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O contrato de concessão foi assinado nesta sexta-feira (3); investimento deve mudar o perfil da economia do município lindeiro de Itaipu.

O parque aquático termal de Itaipulândia, município localizado às margens do reservatório da usina de Itaipu, no Oeste do Paraná, será administrado pela empresa Rio Water Planet, do Rio de Janeiro, dona do maior parque termal da América Latina. O parque de Itaipulândia está abandonado desde 2003, por falta de recursos para completar as obras.

 

Pelo contrato de concessão, assinado com a prefeitura nesta sexta-feira (3), a empresa fluminense se compromete a investir R$ 10,1 milhões para concluir as obras e restaurar as construções existentes. A reforma deve ficar pronta em 90 dias, mas a previsão para a conclusão das obras é de um ano.

 

O contrato, válido por 20 anos, estabelece ainda que, num prazo máximo de quatro anos, a empresa concessionária construa um hotel na área próxima ao parque, com capacidade para no mínimo 200 leitos.

 

Empregos e investimentos

Para atender o movimento previsto, de cinco mil visitantes diários, o parque manterá entre 300 e 400 empregados, “todos de carteira assinada”, como afirma o presidente da Rio Water Planet, Cleilton Ferreira de Menezes. Sem contar os funcionários do hotel, numa etapa futura.

 

O secretário de Turismo e Lazer de Itaipulândia, Rodison José Scarpato, diz que uma das condições da concessão é que 80% da mão de obra seja contratada dentro do próprio município. Ele prevê que o perfil da economia de Itaipulândia vai se inverter, com o turismo tornando-se a principal receita do município – hoje, é a agricultura que responde por 70% da arrecadação.

 

Infraestrutura

O secretário acredita que haverá muitos investimentos em hotéis e restaurantes, porque a cidade tem poucos estabelecimentos para atender os visitantes. “Assim como no passado tivemos a Itaipulândia de antes e depois da formação do reservatório de Itaipu, agora começa um novo ciclo. Teremos a cidade de antes do parque termal e depois do parque”, diz o secretário.

 

Desde que assumiu o cargo, o prefeito Sidnei Picoli Amaral, que assinou a concessão do leito do hospital, onde está internado, vinha tentando repassar o parque termal à iniciativa privada, mas somente a empresa fluminense participou até o fim das negociações. Uma segunda empresa desistiu do negócio antes da formalização da proposta.

 

Turismo no reservatório

“O funcionamento do parque termal marca o início de uma nova etapa de desenvolvimento do turismo no Lago de Itaipu”, afirma Gilmar Piolla, superintendente da Itaipu Binacional e presidente do Fundo Iguaçu. Ele destaca que o uso turístico do reservatório será incrementado ainda com a operação do barco Kattamaram, com capacidade para 200 pessoas, que terá um píer na usina de Itaipu.

 

O passeio de barco passará a fazer parte das opções do Complexo Turístico Itaipu para os visitantes, segundo Piolla. Ele acredita que o roteiro turístico da região será enriquecido com o parque termal, que atrairá interessados em usufruir águas naturalmente aquecidas. No parque de Itaipulândia, as águas do Aquífero Guarani são extraídas a uma temperatura de 42 graus.

 

O presidente da Rio Water Planet acredita que o Kattamaram facilitará o acesso dos interessados em conhecer o parque aquático termal. Ele diz também que o potencial do reservatório é muito grande para a exploração turística, mas hoje faltam opções para os turistas e os próprios moradores.

 

Parque abandonado

Cleilton conta que foi procurado várias vezes pelo atual prefeito de Itaipulândia, Sidnei Picoli Amaral, interessado em dar uma destinação ao parque termal, abandonado em 2003 depois de prontos 30% das obras, algumas alvos de vandalismo.

 

Apesar do investimento elevado, Cleilton não considera que assumir o parque seja uma operação ousada. “A grande ousadia foi dos administradores públicos que investiram tanto dinheiro público no parque termal sem ter qualquer resultado”, critica. “Nós (da Rio Water Planet) viemos para recuperar o dinheiro perdido”.

 

Parque privado

Nas discussões anteriores ao acordo para que a Rio Water Planet passe a explorar o parque aquático termal, Cleilton conta que havia uma proposta em que a prefeitura entraria com uma parte dos investimentos. Ele diz que sua empresa abriu mão dos recursos, propondo-se, ao contrário, a fazer investimentos, desde que o parque funcione sem ingerência da municipalidade.

 

O presidente da Rio Water Planet conta que já conhecia as Cataratas do Iguaçu e que ficou “encantado” com a quantidade de turistas que visitam a região. A escolha das Cataratas como uma das sete maravilhas mundiais da natureza “elevou ainda mais o atrativo”, contribuindo para facilitar a divulgação de outras opções turísticas da região, segundo ele.

 

No Rio

O parque aquático termal de Itaipulândia deverá funcionar como o Rio Water Planet, localizado em Vargem Grande, Rio de Janeiro. Com 450 mil metros quadrados de área total, é o maior parque aquático da América Latina.

 

O Rio Water Planet tem 42 atrações aquáticas e recebe cerca de um milhão de pessoas por ano. As atrações só operam no período quente, de setembro a março. Nos demais meses do ano, o parque fica fechado, mas, como também funciona como clube, recebe os sócios em busca das quadras de esporte e de áreas de lazer.

 

O parque do Rio, que recebe 12 mil pessoas por dia, em média, mantém 800 empregados, dos quais 150 apenas para fiscalizar o uso dos equipamentos.

 

O parque aquático termal de Itaipulândia terá área total de 262 mil metros quadrados, dos quais 162 mil destinados ao parque em si e ao hotel e o restante para estacionamentos. Para o hotel, Cleilton conta que sua empresa buscará estabelecer parcerias, já que é uma atividade fora de sua área de atuação.

 

Itaipulândia

Município de menos de dez mil habitantes, Itaipulândia existe oficialmente desde 1993. Localizado a 70 quilômetros de Foz do Iguaçu, o município é beneficiado pelos royalties pagos por Itaipu pela geração de energia, como compensação para os municípios que tiveram áreas alagadas pela formação do reservatório.

 

O turismo, embora ainda incipiente, é importante para o orçamento do município, que conta com uma praia artificial, que recebe milhares de visitantes na temporada de verão, e com uma base náutica, ponto de referência para a pesca amadora e a navegação de lazer.

 
 

 

 

 
 
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