Para vermos isto, basta que tenhamos contato com alguém, recebamos uma proposta ou resposta a uma nossa proposta. Mas cabe-nos também perguntar, se todas as propostas ou respostas que recebemos, realmente carregam as tais de segundas intenções. Dei risada de um velho amigo certa vez e depois mais tarde, vi que tinha rido de mim mesmo, por não ter entendido sua mensagem. A ele não assustavam as segundas intenções, sempre de fácil identificação. Mas segundo dizia, as primeiras e das terceiras em diante, sim, poderiam ser perigosas. E nada mais real. E prestando bem a atenção, vamos convir que as segundas intenções simplesmente encobrem a primeiras que seriam o motivo inicial das segundas, e das terceiras em diante, as consequências das primeiras encobertas pelas segundas.
Na maioria das vezes identificamos nos outros as segundas intenções, mas e as nossas? Será que ao termos as nossas iniciais, também já não estaríamos pensando nas nossas segundas, mesmo que as tenhamos inconscientemente, ou não as reconheçamos por medo? Mas medo de que? Ora... De nossas terceiras em diante! Que seriam somente as consequências das segundas! Então, fica mais fácil identificar nos outros as segundas. Fazendo de conta que não tivemos a primeira e nem sequer por um segundo, imaginamos das terceiras
Uma coisa, entretanto é certa. Se julgarmos segundas intenções nas respostas, é porque na certa nos assustamos ao ser descobertos como segundas nas primeiras. E sem pensar que talvez estas pudessem nos levar as das terceiras
Que estamos com primeiras intenções, alertando para suas escondidas e mal explicadas segundas, que causam medo para possíveis Terceiras... Quartas... Quintas...
Antonio Jorge Rettenmaier, Cronista, Escritor e Palestrante. Esta crônica está em mais de cem jornais impressos e eletrônicos no Brasil e exterior. À partir desta semana também no site www.debatesculturais.com.br , coordenado pelo Alessandro Lyra Braga, com novos amigos, a quem mandamos um abraço. Contatos, ajrs010@gmail.com









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